Nutrição infantil: alimentação saudável nas colônias de férias

 

Para as crianças, as férias escolares representam um período de liberdade, longe dos horários e compromissos impostos pelo relógio. Mas o tempo livre e a falta de rotina não devem significar ausência de regras, principalmente quando o assunto é alimentação. 
Essa é uma preocupação que aflige os pais, já que nem sempre é possível estar junto aos pequenos durante o recesso. Por isso, as buscas por colônias de férias com acompanhamento nutricional vêm aumentando, e abrem caminhos para mais uma área de atuação profissional.

A nutricionista paranaense Flávia Monteiro, que atua no Centro de Educação Infantil (CEI) em Curitiba-PR (Escola Gaia), entende bem a importância do seu trabalho e considera que a educação nutricional pode e deve ser trabalhada em todos os ciclos da vida: “Tratando-se de crianças, o intuito é ampliar a formação de hábitos alimentares adequados, ou seja, educar essa faixa etária para escolhas mais saudáveis e nutritivas. O acompanhamento nutricional nas colônias de férias é imprescindível nesse sentido, e deve ser feito por um profissional capacitado, realizando desde a elaboração do cardápio, do preparo e distribuição dos alimentos até as atividades de educação nutricional”. 


Cardápios atraentes

Vale lembrar que, por se tratar de um período de descontração, a ideia não é impor uma alimentação restritiva às crianças. Por isso, os cardápios devem ser atrativos, saborosos e nutritivos ao mesmo tempo, respeitando a harmonia dos ingredientes (cor, aroma, textura, sabor e apresentação), as necessidades nutricionais para cada idade e a qualidade das preparações. Assim, é possível elaborar um cardápio delicioso com quantidades adequadas de sódio, açúcar simples e gorduras. 

Embora a colônia em que trabalha seja no próprio ambiente escolar, a nutricionista afirma que as crianças vivenciam experiências muito diferentes: sem as aulas convencionais, os alunos trocam as salas por atividades ao ar livre, gastando muita energia. Em função das brincadeiras e do aumento de gasto calórico, a melhora do apetite é perceptível, e muitas preparações do cardápio (comuns ao período letivo e à colônia de férias) apresentam uma melhor aceitabilidade por parte das crianças.

Além disso, a criança encontra-se nessa fase da vida em pleno crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo. Por isso a alimentação deve ser balanceada tanto qualitativa quanto quantitativamente em relação à energia e nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras vitaminas e minerais). Vale ainda destacar o cuidado com a ingestão hídrica (água, sucos naturais e chás) para evitar a desidratação. Somente bem alimentada e hidratada a criança encontrará disposição suficiente para aproveitar integralmente a colônia de férias.

Resistência: como vencê-la?

Algumas crianças não acham muito interessante conversar sobre verduras e frutas ou sobre uma alimentação saudável. Uma avaliação individual e a abordagem correta sobre o assunto é o caminho certo. Deve-se considerar a idade, o sexo, o nível socioeconômico, a cultura e os hábitos da criança e de sua família. O acompanhamento das crianças por um profissional habilitado, no caso o nutricionista, é fundamental. Além de elaborar o cardápio, considerando todas as questões relatadas anteriormente, ele deve ter a capacidade de reconhecer e interpretar quais as dificuldades e as limitações da alimentação de cada criança, bem como os comportamentos de repulsa ou compulsão alimentar. 

Com essas informações, é possível desenvolver atividades interativas pelas quais as crianças se interessem. Portanto, se há resistência é porque a estratégia da abordagem não está adequada e deve ser modificada.


Atividades lúdicas
Brincar é indispensável para a saúde infantil, além de auxiliar na apreensão dos conhecimentos da vida. A melhor maneira de conquistar a atenção das crianças é por meio de jogos, brincadeiras e histórias. Com relação à educação nutricional, não é diferente: peças de teatro, jogos que envolvam os alimentos, charadas, entre outros, aguçam a curiosidade, estimulam a participação e desenvolvem os sentidos e o raciocínio das crianças. Flávia Monteiro sugere algumas atividades que costuma realizar. Confira as dicas:

• Caça ao tesouro: seguir as pistas (que envolvem charadas) para encontrar frutas e chocolates, que serão os ingredientes para o preparo de um fondue.

• Jogo dos sentidos: as crianças vendadas são desafiadas a descobrir os alimentos apresentados – normalmente frutas e verduras — por meio dos sentidos (olfato, paladar, tato e audição). Os jogos permitem a formação de equipes e geram uma competitividade saudável, o que estimula as crianças a participar das brincadeiras.

• Oficinas culinárias (mestre-cuca): os pequenos adoram ajudar e ter liberdade de preparar bolos, bolachas, sucos, sorvetes nutritivos. Ótima oportunidade para explicar a origem dos alimentos e incentivar o consumo de preparações saudáveis e nutritivas.

 • Passeios externos: também são estratégias motivadoras. Existem chácaras e fazendas que trabalham com hortas, granjas e sistemas de ordenhas. As crianças gostam de estar em contato com a natureza e com os alimentos. Tornam-se mais motivadas para consumirem os alimentos que plantaram e colheram, bem como por descobrirem qual a sua real origem (não, os alimentos não brotam de prateleiras nos mercados!).


Acabou. E agora? 
A manutenção da alimentação balanceada só vai ser possível mediante o esforço dos pais. O exemplo sempre é a melhor lição, e deve começar já no mercado, com escolhas conscientes nas prateleiras. Se os pais ofertarem e consumirem em casa — e fora dela — uma alimentação saudável junto aos filhos, haverá uma maior probabilidade das crianças receberem essa conduta como um modelo de vida, ou seja, um hábito. 

A própria educação nutricional contribui na formação de hábitos alimentares saudáveis: “Já presenciamos relatos interessantes de pais, cujos filhos participaram de colônias de férias. Os pais contam entusiasmados sobre os filhos que agora pedem para comprar hortaliças e frutas no mercado ou sobre aqueles que anteriormente sempre recusavam a salada das refeições e agora passaram a aceitar”, revela Flávia.

É importante que os pais sugiram que haja um investimento na contratação/manutenção de um profissional da nutrição para dar continuidade ao trabalho realizado nas férias. Nos períodos letivos, o acompanhamento nutricional deverá incluir também a avaliação nutricional da criança (peso e estatura).

Além disso, os pais podem estimular as crianças a manter uma alimentação saudável como: auxiliar os pais no preparo dos alimentos em casa e realizar com frequência os passeios que trazem algum aprendizado relativo à alimentação.

 
* Flávia Monteiro é nutricionista pela Universidade Federal do Paraná (2009). Pós-Graduação em Saúde da Família pela Universidade Gama Filho (2011) e mestre em Segurança Alimentar e Nutricional pela Universidade Federal do Paraná (2013). E-mail: flaviam.nutricao@gmail.com



Leitura do Mês

Avaliação Nutricional na Prática Clínica: Da Gestação ao Envelhecimento

Tudo o que você precisa para uma avaliação nutricional nos diferentes ciclos da vida.




A obra escrita pelo nutricionista Thiago Durand Mussoi apresenta, em um único volume, todos os instrumentos e meios necessários para a definição do diagnóstico nutricional nos diferentes ciclos da vida, desde a gestação até o envelhecimento, incluindo o paciente hospitalizado. O grande diferencial do texto é reunir esses elementos em um livro de consulta rápida e acessível, como deve acontecer em obras voltadas para a prática clínica resolutiva.  


Ao longo dos capítulos, encontram-se as avaliações e classificações por variável, indicador ou índice da avaliação do estado nutricional. Desse modo, o profissional que tiver interesse em avaliar um indivíduo somente por um método terá acesso às equações e classificações. Vale ressaltar, que o livro abrange todos os métodos de avaliação do estado nutricional, como avaliações antropométrica, dietética, bioquímica e clínica. 

Seu conteúdo engloba equações, tabelas e classificações existentes no processo de avaliação nutricional do público-alvo, que consiste em gestantes, crianças, adolescentes, adultos, idosos e pacientes hospitalizados. Os conteúdos são enriquecidos com recomendações de nutrientes, semiologia e diagnóstico nutricionais, interação fármaco-nutriente e com a Classificação Internacional de Doenças (CID).

Avaliação Nutricional na Prática Clínica constitui, portanto, uma importante ferramenta para o dia- a- dia de estudantes de Nutrição e de profissionais que atuam em clínicas, consultórios, ambulatórios, unidades básicas de saúde e hospitais.

*Thiago Durand Mussoi é nutricionista pela Universidade Federal de Santa Catarina. Residência em Nutrição Hospital pela Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto e especialista em Nutrição Clínica pela Associação Brasileira de Nutrição. Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral. Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Santa Maria e professor assistente no Centro Universitário Franciscano. 



DADOS SOBRE A OBRA

Título: Mussoi | Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento
Autor: Thiago Durand Mussoi 
Edição: 1.ª | 2014
Quantidade de páginas: 320
Versão impressa: R$ 89,00
Versão eletrônica: R$ 59,00

À venda nas principais livrarias ou pelo site: www.grupogen.com.br

Alimentação brasileira no inverno

Hábitos estrangeiros incorporados à alimentação brasileira no inverno

Neste ano, o inverno começa oficialmente às 7h51 do dia 21 de junho. Com o frio da estação, o organismo gasta mais energia para manter a temperatura corporal, aumentando a sensação de fome. Além do charme e elegância que desfilam pelas ruas no inverno, o apetite e o paladar ficam mais aguçados. Por isso, é costume incorporar receitas de culinárias estrangeiras no cardápio brasileiro. O blog do GEN traz dicas e curiosidades sobre as mais deliciosas opções para aquecer os dias frios.


FONDUE
A fondue (palavra feminina), em francês significa queijo fundido ou derretido. A história da descoberta do fondue vem da Idade Média, cerca de sete séculos atrás, nos Alpes da Suíça, em conseqüência de uma inesperada super produção de queijos que endureceram com o inverno. Para evitar a perda e conservá-los, moradores derreteram o excesso produzido e acrescentaram Kirsch (bebida alcoólica de cereja produzida ali). 

Enquanto preparavam, iam provando com pão para determinar o tempero. Com o passar do tempo, a operação se transformou em celebração e o queijo fundido, na fondue que conhecemos hoje: degustada entre amigos durante o inverno. Como em todo ritual, o prato foi adaptado e, além da fondue de queijo, há ainda a bourguignonne (fondue de carne), de peixe, camarão ou chocolate com frutas.

Sinônimo de confraternização, desde o momento de seu preparo até a sua degustação, a Fondue, uma iguaria típica de inverno, é uma excelente opção para reunir amigos e familiares, pois é um dos pratos mais apreciados nos dias frios, especialmente pelos casais. Existe clima melhor para apreciar uma fondue do que o friozinho? 

Dica:
Para a Fondue de carne, escolha as carnes com textura delicada e sem gordura aparente. O filet mignon é o mais indicado por causa da sua maciez. Limpe-o bem e corte-o em cubos ou tiras. Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isso faria a carne soltar água e, conseqüentemente, o óleo iria espirrar. 




CHÁ
Apesar do famoso “chá da tarde” ser uma tradição tipicamente inglesa, a segunda bebida mais consumida no mundo depois da água tem uma história deliciosa, que começou na China há mais de cinco mil anos.  No ano 2737 a.C., o imperador chinês Shen Nung (conhecido como Curandeiro Divino) e a sua corte estariam fazendo uma pausa durante uma viagem e, enquanto esperavam que os criados fervessem água para beber — medida decretada pelo imperador que, preocupado com as epidemias que devastavam o Império do Meio, exigia que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem — algumas folhas de um arbusto teriam caído dentro da mesma, produzindo um líquido acastanhado. O imperador, que também era cientista, ficou curioso e experimentou a bebida, e classificou-a como muito refrescante. Assim nasceu o chá, que rapidamente conquistou os habitantes desse país. 
Por incrível que pareça, o chá apenas chega à Inglaterra em 1652, pela mão da portuguesa Catarina de Bragança. Filha do Rei D. João IV e da Rainha D. Luísa de Gusmão, a princesa portuguesa casa com o Rei Carlos II e apresenta aos ingleses a sua bebida predileta – o chá – que se torna a bebida mais popular na corte e, mais tarde, no resto da classe alta. A Inglaterra fez a sua primeira encomenda de chá (cerca de 50 kg) à Companhia da Índia Oriental, em 1664.
(Fonte: http://casadocha.com/artigos/historia-cha)
O chá combina muito bem com o clima frio do inverno. Assim como os brasileiros reúnem a família e amigos para um churrasco, na Inglaterra a confraternização familiar é brindada com a bebida quente e saborosa.  Por influência germânica, em muitas casas de chá do Rio Grande do Sul é servido o café colonial, que muito lembra o chá da tarde.





SOPAS
Existem registros que consideram a sopa como o prato mais antigo do mundo, anterior à descoberta do fogo. As baixas temperaturas são um convite à degustação de pratos quentes. E para espantar o frio, nada mais indicado do que um delicioso prato de sopa. Democrático, o prato aparece em infinitas versões e acaba agradando a todos os paladares.
Na Idade Média, as sopas tornaram-se populares, agradando tanto aos pobres quanto aos nobres. Muito condimentadas e pesadas, tinham toucinho em abundância e temperos fortes. A partir do século 16, com a evolução das cozinhas francesa e italiana, as sopas ganharam sofisticação. Na Itália com o uso de massas e ervas como tomilho, manjericão, manjerona. Na França, com os consommés, cremes, e o aperfeiçoamento das técnicas culinárias. 
A imensa maioria dos países do mundo tem suas sopas prediletas. O caldo verde e a canja portuguesa, o gazpacho (à base de tomate) espanhol, o minestrone (massa, feijão, legumes e linguiça) italiano, a bouillabaisse francesa (à base de peixes, frutos do mar e legumes), o missoshiro japonês (à base de pasta de soja), o borsch russo (à base de beterraba), a oxtail inglesa (de rabo de boi). No Brasil, temos à mineira (fubá torrado com ovo e couve), caldo de mocotó, de feijão, dentre outras. 
As sopas e cremes podem ser feitos literalmente de qualquer coisa (segundo a lenda, até de pedra), sendo assim um alimento acessível a todas as classes sociais. Elas possuem a vantagem de reter os nutrientes dos ingredientes no seu caldo, tornando-as bastante saborosas e nutritivas. Em grande parte do mundo, as sopas e cremes são servidos como entrada, no inicio de uma refeição. No Brasil, normalmente são servidos como refeição principal. Independente do costume de cada país é sempre uma opção deliciosa de alimentação. 
(Fonte: http://www.cremesesopas.com.br/pages/Hist%C3%B3ria-da-Sopa.html)





FEIJOADA
O feijão preto é originário da América do Sul e era chamado pelos guaranis de comanda, comaná ou cumaná. A farinha de mandioca também tem origem americana, sendo adotada como componente básico da alimentação pelos africanos e europeus que vieram para o Brasil. Roças de feijão e mandioca eram plantadas em diversos locais, inclusive nos espaços domésticos, em torno das residências, principalmente das classes populares. Segundo Carlos Alberto Dória, a origem da feijoada estaria no “feijão gordo”, o ensopado da leguminosa acrescido de toucinho e carne seca. A feijoada seria esse “feijão gordo” enriquecido ao extremo, com linguiças, legumes, verduras e carnes de porco.
A inclusão do último ingrediente acima indicado, levou Câmara Cascudo a questionar se a feijoada seria invenção dos africanos escravizados: sendo boa parte dos africanos seguidora do islamismo, como poderiam ter incluído a carne de porco no prato, já que a religião interdita seu consumo? O famoso folclorista brasileiro indica que a feijoada como a conhecemos, composta de feijão, carnes, hortaliças e legumes, seria uma combinação criada apenas no século XIX em restaurantes frequentados pela elite escravocrata do Brasil. Sua difusão teria se dado em hotéis e pensões, principalmente a partir do Rio de Janeiro.
Porém, a propagação da ideia da feijoada como prato nacional seria consequência das ações dos modernistas para construir uma identidade nacional brasileira, segundo Carlos Alberto Dória. A feijoada seria um dos signos da brasilidade, caracterizada pelo tema da antropofagia, da deglutição cultural que permeou a formação da nação brasileira.
(Fonte: http://www.brasilescola.com/historia/historia-feijoada.htm)
Servida na maioria dos restaurantes o ano inteiro, a feijoada ganha ainda mais destaque quando a temperatura cai. Chega à mesa geralmente acompanhada de farofa, arroz branco, couve refogada e laranja fatiada. Ideal para ser saboreado no inverno, o prato é preparado à base de feijões pretos, diferentes partes da carne de porco e vaca, além de embutidos. 
Com diferentes versões a respeito de sua origem, a receita é uma unanimidade nacional. O sucesso do prato é tamanho que alguns restaurantes já promovem até festival de feijoada. 




MOCOTÓ
O mocotó é um dos pratos mais tradicionais da culinária brasileira e cai bem principalmente quando o frio chega. O prato foi criado no Brasil por conta aos seus ingredientes ricos e nutritivos e de baixo valor, aproveitados quando do abate de gado tanto nas regiões pecuárias como nos matadouros dos centros urbanos. 
Este prato tem sua origem bem remota, advindo da tradição portuguesa, que fazia o caldo de mão-de-vaca. No século XIX, na cidade do Rio de Janeiro era anunciado o "caldo de mão de vaca" para a primeira refeição do dia. Esse hábito virou tradição na capital carioca e até hoje é comum os bares e botequins da cidade que oferecem o caldo de mocotó em canecas ou pequenas tigelas de porcelana branca.
É comum encontrar outra explicação: que o mocotó foi inventado no Sul do Brasil, surgindo nas charqueadas, nas estâncias e estalagens. Os escravos, nas senzalas, ficavam sempre com as sobras do gado, do porco e das aves. Isso no Brasil Colônia e em todas as capitanias.
Composto de miúdos de bovinos, como a pata, o úbere e a tripa grossa, o mocotó é ideal para ser degustado em épocas mais frias. O preparo não é difícil, mas não pense que fica pronto de uma hora para outra. O segredo da receita está justamente no cozimento dos ingredientes, o que leva um tempo considerável: quanto mais cozimento, mais consistência. Aprenda a fazer este prato cheio de energia e aprecie




VINHOS
O suco fermentado de uva, quase tão antigo quanto a civilização, deu origem aos vinhos. Consta que o vinho foi produzido no Egito 4000 a.c., e segundo o Velho Testamento, mal saindo da Arca, Noé plantou as suas primeiras vinhas. A arte da fabricação dos vinhos tem uma longa história, e assim foi evoluindo até os tempos de hoje, proporcionando uma enorme de variedade de fabricação de vinhos no mundo.
As primeiras vinhas foram provavelmente plantadas onde hoje se localiza a junção entre Turquia, Armênia e Geórgia e datam de aproximadamente sete mil anos atrás. Em muitos lugares, o vinho não teve a importância que teria entre nós. 
O vinho se incorporou à civilização ocidental de maneira muito profunda, mais do que em outras culturas. Isso é devido à importância ritual que os gregos e, depois deles, os romanos deram à bebida. Dionísio, deus grego do vinho, era então cultuado. O vinho é constantemente citado no Velho Testamento da Bíblia, ora como um prazer, fonte de delícias, ora como um vício a ser evitado. 
Mesmo os mais apaixonados por saborear uma cerveja bem gelada, daquelas que, com certeza, recebem tratamento vip nos principais bares e restaurantes da cidade, não resistem à sedução de saborear um bom vinho durante o período de inverno. Muitos até não conseguem se segurar e dão seguimento a este impulso a qualquer sinal de climas mais amenos que já sinalizam para o tempo mais frio. Isso tudo, garantem os comerciantes do setor, faz até dobrar o consumo da bebida.
Além de consumir como bebida, o vinho também é ótima opção para incrementar temperos de receitas. Veja as opções

Referências:

Leitura do Mês

Nutrição em Academias – do Fitness ao Wellness

Busca pela qualidade de vida provoca o crescimento da nutrição esportiva.


Escrita por Luciana Rossi, especialista em nutrição esportiva, com mais de 15 anos de docência e experiência em atendimento e acompanhamento nutricional de atletas e desportistas, a obra Nutrição em Academias - do Fitness ao Wellness atende a uma lacuna nos cursos de graduação, pós-graduação e especialização e abrange uma área em crescimento e ainda pouco explorada da Nutrição: àquela aplicada a indivíduos fisicamente ativos que buscam qualidade de vida. 

Dividia em oito capítulos, a obra apresenta o conteúdo de pesquisas publicadas em diversos periódicos nacionais e internacionais, além de contar com mais de 15 anos de experiência prática da autora, na área de docência (graduação e pós-graduação), atendimento e acompanhamento nutricional de atletas e desportistas. 

O enfoque é no atendimento prático do indivíduo, com detalhamento de técnicas antropométricas, inquéritos alimentares e fichas de avaliação, dentre outros materiais de consulta para prescrição e acompanhamento nutricional. Academias de ginástica e Inserção e atuação na área de nutrição em esporte são alguns dos temas apresentados, fundamentais para o nutricionista que pretende iniciar o seu trabalho.

Apresenta também aspectos mercadológicos, de atuação e inserção profissional na área de Nutrição em Esportes, para todos aqueles interessados no tema, reunindo o conteúdo baseado em estudos científicos e atuação de profissionais brasileiros na área de nutrição esportiva. Além disso, de forma inédita, tem seu conteúdo voltado ao atendimento do público praticante de atividade física e não apenas os atletas, como o fazem a maioria dos livros na área de nutrição esportiva. Vale a pena conferir!

À venda nas principais livrarias ou pelo site: www.grupogen.com.br


* Luciana Rossi é graduada em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP - USP) e concluiu o mestrado em Ciência dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP). Primeiro título de especialista em Nutrição em Esporte pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN). Professora do Curso de Nutrição da Disciplina de Nutrição em Esportes do Centro Universitário São Camilo e coordenadora da Pós-graduação Lato Sensu de Nutrição em Esporte e Estética em Wellness do Centro Universitário São Camilo.

Nutrição Esportiva no MMA

Acompanhamento Nutricional para o melhor desempenho do atleta é fundamental.



Mariana Belém é Nutricionista da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), graduada em Nutrição na Universidade Gama Filho, Pós-Graduanda Nutrição Clínica Funcional (UNICSU) e Pós Graduanda em Performance Humana (UFRJ)



Email: mariana.belem@terra.com.br


Para obter sucesso sem perder a saúde, os atletas de Mixed Martial Arts (MMA) ou artes marciais mistas, devem garantir hidratação e alimentação balanceadas, já que a modalidade inclui golpes de luta em pé, e técnicas de luta no chão, exigindo muito do corpo. Por isso, o acompanhamento nutricional adequado aos tipos de treinamentos é fundamental para garantir a presença e absorção de todos os nutrientes necessários.

O GEN conversou com Mariana Belém, especialista em nutrição esportiva, para entender como é a rotina e a importância deste trabalho.

  GEN: Como você ingressou nesta área de nutrição esportiva? O que despertou o seu interesse?

  Mariana: Sempre pratiquei esportes e lutas, como o Jiu Jitsu, por exemplo. Mas fui uma criança com tendência a engordar, gostava de cozinhar e comer bastante, o que me prejudicava nas atividades esportivas. Por isso, comecei a estudar nutrição com foco nos esportes, unindo minhas duas paixões. Meu estágio do último período na faculdade foi no Estádio de Atletismo Célio de Barros, no Maracanã (RJ), onde tive a certeza de que a Nutrição Esportiva era o meu futuro.


 GEN: Há quanto tempo você atua com atletas de MMA? E na academia Delfim?

Mariana: Em 2004 comecei a trabalhar com o atleta de MMA Aloisio Barros, o “Dado”, que foi um dos que acompanhei e acompanho até hoje. Em 2010, a Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA) — onde sou nutricionista — usava uma área da Academia Delfim, na Tijuca (RJ), para seus treinos e administração, e eu atendia meus atletas no mesmo local. Assim, comecei a consultar os atletas da Delfin, não só os de MMA como também os de Muay Thay, Jiu Jitsu, Boxe e outros alunos.



Mariana com o atleta Aloisio Barros, o “Dado”  do MMA.



GEN: Na sua opinião, qual a maior facilidade e dificuldade neste trabalho?

Mariana: Trabalhar com atletas focados, que executam 100% a dieta e suplementação, faz com que os objetivos sejam alcançados com rapidez e eficácia. Mas atribuo o sucesso principalmente ao amor pelo que faço. Isso torna tudo mais leve, mais fácil. A dificuldade é a cultura do ‘dia da luta’, que ainda acontece bastante com alguns atletas, pois perdem muito peso próximo ao dia da competição. Este é o maior desafio, já que não só a desidratação como a perda de massa muscular é prejudicial ao rendimento e ao desempenho, fora o risco de vida que esses atletas correm.


GEN: Os atletas relataram alguma diferença após o início do acompanhamento nutricional? 

Mariana: A facilidade com a perda de peso, sem ônus de desempenho e performance para treinos e competições, é o principal relato


GEN: O que você considera como o ponto mais importante (diferencial) em relação ao acompanhamento nutricional do atleta?

Mariana: A Nutrição Esportiva prioriza a saúde do atleta, focando sempre em desempenho máximo. Preserva-se a massa muscular, responsável pela melhor performance física,  e garante o mínimo da desidratação do atleta, o que prejudicaria a execução de força.


GEN: Qual a base da alimentação de um atleta de alta performance?

Mariana: A base principal é o carboidrato, responsável pelo glicogênio muscular, que é a reserva de glicose usada no exercício. A preservação e reposição desse estoque de glicose é importante para os momentos pré-treinos, durante e pós-treinos. Nas atividades físicas, a glicose sanguínea é usada para gerar energia, mas em 20 minutos após essa transformação, é solicitado esse estoque devido à hipoglicemia (falta de glicose sanguínea) ser gerada pelo esforço físico. Nesse momento o glicogênio muscular é solicitado, sendo o glucagon o hormônio responsável pelo início do catabolismo, que é a utilização da massa muscular, suas proteínas são quebradas e fornecem glicose para que o organismo continue executando o exercício. As proteínas e aminoácidos também são bastante importantes, até pelo fato de serem utilizadas e servirem para a recuperação dessa musculatura. Os lipídeos têm a importante função de revestir as células, solicitadas nos transportes de minerais. Lembrando que, a mitocôndria é responsável pela respiração celular. Minerais e vitaminas são conseguidos via alimentação ou suplementação, e são fundamentais para bom rendimento. Não esquecendo que a hidratação é responsável pela boa qualidade do exercício, e pelo bom funcionamento renal


GEN: Próximo às lutas/competições, é elaborada uma dieta mais especifica? 

Mariana: As refeições pré-treino têm sua maior composição de carboidrato, por motivo já explicado acima, durante os treinos ou competições. A ingestão de líquidos ou gel de carboidrato oferece energia para execução do esforço físico, preservando o glicogênio muscular. E no pós-treinos, a proteína deve ser em maior proporção, porém não se deve excluir o carboidrato, que recupera a fonte de energia  utilizada — o glicogênio muscular. Estudos já comprovam que a proteína associada ao carboidrato tem melhor recuperação que a proteína isolada.











Leitura do Mês


Q&R Nutrição – Questões | Respostas comentadas 


Obra reúne mais de 500 questões comentadas dos mais importantes editais de concursos públicos para nutricionistas no Brasil 


A editora Guanabara Koogan, lança Medeiros | Q&R Nutrição – Questões | Respostas comentadas, obra organizada pelas nutricionistas Fernanda Jurema Medeiros e Cristina Fajardo Diestel, profissionais com ampla experiência acadêmica, principalmente no segmento de preparação de nutricionistas para concursos públicos.  
Com o objetivo de atualizar e renovar o estudo da nutrição, as autoras reuniram as principais referências bibliográficas utilizadas na formação do profissional de Nutrição e nos editais mais importantes de concursos públicos para nutricionistas no Brasil.
O conteúdo é segmentado e dividido por especialidades - nutrição clínica, nutrição materno-infantil e alimentação coletiva. Essa organização auxilia no estudo e na melhor compreensão dos assuntos, tornando o livro uma importante ferramenta para a preparação para concursos e também para a atualização do profissional.



Fernanda Jurema Medeiros é Professora Adjunta da Escola de Nutrição da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Mestre em Nutrição Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Doutora em Biologia Humana e Experimental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

Cristina Fajardo Diestel é Nutricionista da equipe de Terapia Nutricional do Hospital Universitário Pedro Ernesto – UERJ, Professora do NutMed Cursos de Nutrição (Curso preparatório para concursos na área de Nutrição), Pós-graduada em Nutrição e Atividade Física pela UERJ, Pós-graduada em Medicina Ortomolecular pela Universidade Veiga de Almeida (UVA), Mestre em Ciências Médicas pela UERJ e Doutora em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas pela UERJ.


DADOS SOBRE A OBRA

Título: Medeiros | Q & R Nutrição – Questões | Respostas Comentadas 
Autoras: Fernanda Jurema Medeiros e Cristina Fajardo Diestel
Edição: 1ª | 2013
Quantidade de páginas: 300
Versão impressa: R$ 79,00
Versão eletrônica: R$ 55,00


À venda nas principais livrarias ou pelo site: www.grupogen.com.br

NutriGEN 2014

Inscrições abertas

O prêmio NutriGEN tem o objetivo de estimular o aprimoramento técnico-científico do estudante e do profissional de Nutrição e áreas afins, visando contribuir para o desenvolvimento da ciência da Nutrição e estimular uma parceria com os cursos/escolas e Institutos de Nutrição das instituições de ensino superior do estado do Rio de Janeiro.

As inscrições para o 3º Prêmio NutriGEN 2014 já estão abertas. Garanta já a sua e boa sorte!
Mais informações: www.nutrigen2014.agcom.com.br