NutriGEN 2013 - Painel apresenta azeite, vinho, café e chocolate



O tradicional evento do Grupo Executivo de Nutrição (GEN) já tem data para acontecer em 2013: 20 de agosto. 

Essa edição terá um formato diferente, haverá uma maratona de palestras e uma exposição apenas com os patrocinadores do evento,a Feira de Negócios no seu formato original, será ampliada e passará a ser bienal. 

São esperadas 300 pessoas no NutriGEN 2013 - Painel para assistir a quatro palestras abordando os seguintes temas: azeite (com Flávia Quaresma), vinho (com Célio Alzer), café (com Emersom Nascimento) e chocolate ( com Carlo Mockli). Esses alimentos foram escolhidos por serem cada vez mais funcionais e apreciáveis no contexto brasileiro. O azeite, o vinho, o café e o chocolate contribuem para a manutenção da saúde e a redução do risco de doenças. Pensando nesse contexto de funcionalidade e harmonia, o NutriGEN 2013 - Painel, traz esses alimentos, como pilar central do evento. 

Estudantes e profissionais das áreas de gastronomia, nutrição e alimentação já podem fazer a sua inscrição no site. Os valores são de R$ 30 e R$ 50, respectivamente. 

Informações e inscrições: www.nutrigen2013.agcom.com.br 

Serviço: 
Dia 20 de agosto, de 14h30 ás 20h 
Local: FIRJAN (Av. Graça Aranha, 112, 2°andar - Centro de Convenções - Centro - Rio de Janeiro) 
Metrô Cinelândia 
Ingresso: R$ 30 (estudante) e R$ 50 (profissional) 
Informações e inscrições: www.nutrigen2013.agcom.com.br 
Curta nossa página: www.facebook.com/eventonutrigen 
Acompanhe as novidades do GEN:www.grupoexecutivodenutricao.blogspot.com

Reunião de julho do GEN





A reunião do GEN de julho foi realizada no dia 9, às 15h30, no Conselho Regional de Nutricionistas - 4ªREGIÃO (CRN-4), e contou com a participação do Dr. Igor de Almeida Rodrigues, Professor Adjunto I da Universidade do Grande Rio, que apresentou o tema Medicina tradicional: a pesquisa de extratos herbais e fitocompostos com atividade antimicrobiana.

Abaixo um breve resumo da palestra: 

Plantas aromáticas têm sido utilizadas por gerações, não apenas na alimentação, mas também para tratar enfermidades e, atualmente, inúmeros dados científicos demonstraram para muitas espécies vegetais e seus óleos essenciais propriedades medicinais úteis na prevenção de doenças ou no alívio de seus sintomas. Nos últimos anos, a prática da utilização de plantas como medicamentos se tornou uma importante corrente em todo o mundo. Baseadas na medicina tradicional, novas drogas descobertas através de estudos etnofarmacológicos têm demonstrado resultados promissores. Atualmente, a OMS tem enfatizado a importância das investigações científicas na medicina tradicional, e muitos países-fonte desta prática veem nas plantas medicinais nativas a possibilidade de adição das mesmas na lista de "drogas essenciais" da OMS, uma vez que seu valor tenha sido clinicamente comprovado. A pesquisa por moléculas bioativas normalmente se inicia com uma triagem de inúmeros extratos de plantas, isolamento de frações ativas e identificação de componentes ativos quando possível. A diversidade química das plantas faz com que estas sejam a fonte de escolha para o isolamento de metabólitos de relevância farmacológica. Laboratórios de pesquisa em todo o mundo têm encontrado literalmente milhares de fitocompostos que possuem efeito inibitório in vitro em inúmeros tipos de micro-organismos. Estes programas de triagem, utilizando a abordagem etnobotânica, são importantes na validação do uso de remédios herbais. Embora a atividade identificada em testes in vitro não necessariamente confirme que o extrato de planta é um medicamento efetivo, ou um candidato adequado para o desenvolvimento de novas drogas, ela pode promover a compreensão básica da eficácia da planta e, em alguns casos, sua toxidez.

Alimentação escolar

Julho é época de férias, momento em que as crianças ficam em seus lares e acabam desacostumando da alimentação servida na escola. O Grupo Executivo de Nutrição preocupando com o assunto entrevistou uma de suas associadas, a nutricionista Monica Monteiro, que trabalha na empresa prestadora de serviços de alimentação GRSA, tendo atuado como nutricionista no Colegio A.Liessin  e atualmente está no Colégio Santo Inácio, como nutricionista responsável pela cantina.
A nutricionista Monica Monteiro

Grupo Executivo de Nutrição: Como é o método de trabalho que você utiliza, na escola, referente à alimentação das crianças? 

Monica Monteiro: Utilizamos educação nutricional no restaurante e também a nova legislação para cantinas, LEI Nº 4508, DE 11 DE JANEIRO DE 2005 (que pode ser acessada aqui.).

GEN: Quais são os alimentos mais adequados para alimentação infantil? 

MM: Sem gordura trans, com pouco sódio e ricos em fibras.  Em um restaurante escolar o cuidado e preocupação com a alimentação balanceada é bem maior. Começa desde a colação (composto por leites e derivados e sanduíches)  até o lanche da tarde (sucos e biscoitos), passando pelo almoço (composto por saladas, frutas, carnes magras).

GEN: Quais são os principais alimentos que as crianças devem evitar? 

MM: Frituras, doces, balas, condimentos e refrigerantes.

GEN: Quando as crianças retornam das férias, trazem muitos hábitos alimentares alterados? Há um trabalho de conscientização com essas crianças assim que elas retornam às aulas? 

MM: Como o trabalho de educação nutricional é feito em conjunto com os pais (o cardápio é disponibilizado para eles) fica mais fácil manter os hábitos ensinados. Existe esse trabalho de educação nutricional, essa conscientização é feita por meio de cartazes e dicas expostas acima dos balcões de distribuição. 

GEN: Quais os principais alimentos consumidos pelos alunos atualmente? 

MM: Como além das refeições, eles tem disponíveis durante os intervalos produtos da cantina, oferecidos de acordo com a legislação vigente, com maior consumo de mate e pão de queijo. No restaurante eles são adeptos das carnes e legumes/verduras.

GEN: De acordo com o IBGE, o número de crianças e adolescentes obesos no país já chega a 6 milhões. Em caso de crianças com sobrepeso, há uma preocupação em conversar com os pais para que eles saibam que é necessário manter a regra também dentro de casa, referente à alimentação? 

MM: A presença de nutricionistas nas escolas, acompanhando as dietas encaminhadas pelos pais, ajuda a prevenir a obesidade. Diariamente estas listas são atualizadas para que a dieta seja produzida, personalizada e esteja disponível na hora da refeição. Não só para obesidade, mas também para outras patologias.

GEN: Levando em consideração a grande diferença de faixa etária que você trabalha, já que o Colégio Santo Inácio atende crianças da pré-escola até adolescentes no ensino médio, existe algum trabalho de conscientização direcionado para cada faixa etária? Se sim, especifique alguns desses trabalhos? 

MM: No Santo Inácio só trabalhamos com cantina, não há refeição para alunos então o cuidado que se toma é em relação aos produtos vendidos. Os pequenos não são autorizados a lanchar na cantina, os alunos só tem permissão a partir do 2º ano. Já no A. Liessen, os cardápios são específicos de cada faixa etária e a própria escola desenvolve junto à nutricionista e aos professores projetos de educação nutricional e apresentação dos alimentos.

Leitura do mês

Trocas Inteligentes: Transforme receitas tradicionais em delícias saudáveis e ganhe saúde de Sonja Salles 

O segredo para se aliarem saúde e boa forma é manter uma alimentação equilibrada, com cardápio saudável e variado. Mas, como manter essa qualidade da alimentação diante da correria do dia a dia? Este livro mostra que basta ter à mão receitas saborosas, fáceis de preparar e que sigam uma proposta simples: a troca inteligente, ou seja, receitas nas quais ingredientes pouco nutritivos ou modos de preparo não recomendáveis são substituídos por opções igualmente palatáveis e mais saudáveis. 

Para compor este livro, a autora selecionou 90 receitas ilustradas, testadas e aprovadas. Divididas em saladas, pratos principais, acompanhamentos, sopas e caldos, molhos, sugestões para as crianças e ceia de fim de ano, as receitas proporcionam uma ingestão menor de gordura saturada, colesterol, sódio, açúcares, compostos químicos (como o glutamato monossódico) e um aumento no consumo de fibras. O resultado para o consumidor são peso corporal adequado, exames laboratoriais normais e longevidade, é claro. Bom apetite, e “mãos à massa”!


Sobre a autora

Sonja Salles é mestre em Nutrição pela Universidade de Surrey – Inglaterra, possui experiência profissional de 17 anos. Após diversos cursos de especialização lato sensu e stricto-sensu, iniciou em 2007 sua atuação no mercado de trabalho como personal diet. Fundadora da NutriNew, promove capacitação profissional aos profissionais formados e estudantes, na área de nutrição, com cursos dinâmicos e muito práticos, com diferencial no mercado. Amante da gastronomia, coordena um curso de pós-graduação em Nutrição Aplicada à Gastronomia, em parceria com o Espaço Carioca de Gastronomia, onde ministra seus cursos, e também com a Associação de Nutrição do Estado do Rio de Janeiro – ANERJ. Apaixonada pelo casamento da nutrição com a gastronomia, iniciou sua criação e adaptação de receitas saudáveis e saborosas, o que a inspirou na publicação deste livro.

Reunião do GEN em junho




O Grupo Executivo de Nutrição (GEN) esteve reunido no dia 18 de junho, às 15h30, no Conselho Regional de Nutricionistas - 4ª Região - Rio de Janeiro e Espírito Santos (CRN-4). Na ocasião ocorreu palestra com a nutricionista Brigitte Bertin, autora do livro Normas da Segurança de Alimentos e Categorização dos Serviços de Alimentação (Projeto Anvisa). Também estavam presentes as nutricionistas sorteadas via Facebook.

Brigitte apresentou ainda o livro de sua autoria e de Fátima Mendes, Segurança de Alimentos no Comercio - Atacado e Varejo, que trata das boas práticas que englobam as regras de higiene e de segurança de alimentos em supermercados, açougues, mercearias, hortifrútis, restaurantes, feiras livres e distribuidores. 

"Além dos procedimentos de manipulação, os diferentes aspectos estruturais das instalações, dos serviços de apoio, dos controles de pragas, resíduos e água e da escolha adequada das matérias-primas são apresentados na obra", frisou Brigitte, "Com esta publicação, proprietários e responsáveis técnicos de estabelecimentos do atacado e do varejo têm a oportunidade de obter de maneira objetiva as informações para garantir uma gestão eficiente em termos de segurança de alimentos", afirmou.

Saiba tudo sobre a profissão Técnico em Nutrição e Dietética

No dia 27 de junho, comemora-se o Dia do Técnico em Nutrição e Dietética. Nesta data, no ano de 1961, foram criados os Cursos Técnicos por meio do Decreto n° 38.643/61. O Grupo Executivo de Nutrição (GEN) entrevistou a coordenadora técnica do CRN4, Maria Arlette Saddy, para saber mais sobre a profissão.

A coordenadora técnica do CRN4, Maria Arlette Saddy


Grupo Executivo de Nutrição (GEN): Como definir o que é ser técnico de nutrição e dietética?

Arlette Saddy (AS): O técnico em nutrição e dietética é um profissional de saúde que atua em parceria com o nutricionista e tem como princípio básico − "o bem-estar do indivíduo e da coletividade, empenhando-se na promoção da saúde, cumprindo e fazendo cumprir a legislação, normas e preceitos referentes à saúde." − O apoio técnico de um profissional preparado é importante para que o nutricionista responsável técnico tenha melhores condições de desenvolver suas atribuições privativas, valorizando a área e beneficiando a comunidade atendida.



GEN: Em quais áreas os técnicos de dietética podem atuar?

AS: De acordo com resolução do CFN, n° 312/2003, respeitando os limites de sua formação, os técnicos podem atuar em Alimentação Coletiva em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) que prestem atendimento a populações sadias (restaurantes industriais e comerciais, hotéis, cozinhas experimentais, creches, escolas e supermercado); Nutrição Clínica em instituições que prestem assistência à saúde de populações portadoras de patologias (hospitais, clínicas, asilos); e Saúde Coletiva (Programas Institucionais, Unidades Básicas de Saúde). 

GEN: Quais são as principais atribuições dos profissionais dessa área?

AS: Acompanhar e orientar as atividades de controle de qualidade em todo o processo, desde recebimento até distribuição, de acordo com o estabelecido no manual de boas práticas elaborado pelo nutricionista responsável técnico, atendendo às normas de segurança alimentar; acompanhar e orientar os procedimentos culinários de pré-preparo e preparo de refeições e alimentos, obedecendo às normas sanitárias vigentes; participar de programas de educação alimentar para a clientela atendida, conforme planejamento previamente estabelecido pelo nutricionista; entre outras.


GEN: Como o técnico de nutrição e dietética pode realizar a inscrição no CRN?

AS: O exercício da profissão de técnico em nutrição, em todo o território nacional, é privativo dos profissionais inscritos nos Conselhos Regionais de Nutricionistas (CRN). A inscrição do profissional deve ser feita em sua jurisdição, ou seja, na região em que ele mora e trabalha. 

GEN: Qual o número de inscritos hoje no Conselhos Regionais de Nutricionistas (CRN) de nutricionistas e técnicos de nutrição e dietética ?

AS: O número atualizado de inscritos em 31 de dezembro de 2012 no Brasil é de 87.501 nutricionistas e 11.427 técnicos de nutrição e dietética. São Paulo tem 23.951 nutricionistas e 6.173 técnicos de nutrição e dietética (estado com o maior número de técnicos inscritos). O Rio de Janeiro tem 10.744 nutricionistas e apenas 193 técnicos de nutrição e dietética.



Instituições de ensino do Rio de Janeiro que ministram o curso:
Senac
Nome do curso: Técnico em Nutrição e Dietética
Carga horária: 1.200 horas
Requisitos
O acesso ao curso é permitido ao aluno que comprove conclusão de ensino médio ou equivalente ou que esteja cursando o ensino médio.


Colégio Bezerra de Araújo
Nome do curso: Técnico em Nutrição
Carga horária: 1.660 horas
Requisitos
O acesso ao curso é permitido ao aluno que comprove conclusão de ensino médio ou equivalente ou que esteja cursando o ensino médio

Leitura do mês

Livro: Segurança Alimentar e Nutricional: tecendo a rede de saberes 
Autora: Olivia Maria Ferreira Schneider*


O desafio desta obra construiu-se através de ideias e conversas compartilhadas pelos pesquisadores desta produção conjunta, assim como os participantes dos Conselhos Estaduais e Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional e do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional, que desenvolvem suas práticas cotidianas nas áreas múltiplas que compõem o emaranhado de fios que estruturam em redes de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). 

Esta publicação surge com o intuito de organizar fios teóricos em obra científica para que possa nortear futuros estudos e discussões politicas necessárias e propiciar o empoderamento em referenciais metodológicos diversos e ampliados estimulando a criação de um espaço de interlocução dos atores da nossa sociedade. Nestes encontros emergiu a lacuna de publicações conjuntas sistematizadas na área em questão que tivessem característica abrangente, sem querer reeditar outras publicações não menos importantes que tratam isoladamente dos temas de interesse na área de SAN ou da própria área em geral visto que se constitui em um frutífero cenário para reflexões. 

Variados aspectos são abordados desde noções gerais do tema gerador até concepções mais específicas incluindo discussões sobre o ponto de vista da elaboração e implementação de politicas públicas; questões sob a ótica da sociedade civil; resultados de pesquisas no tema; concepções sobre Sistema de SAN; desvelamentos plurais do Direito Humano à Alimentação Adequada; aspectos referentes à segurança sanitária dos alimentos sob um olhar mais contemporâneo; reconhecimento das similitudes sobre programas de saúde e de SAN e metodologias renovadas sobre produção do conhecimento; organicidade das unidades de alimentação coletivas revelada em suas interações com o tema gerador. 

Convidamos o leitor a novo olhar sobre o tema para que se revelem fios comuns de muitas trajetórias e fomentem reconstruções necessárias, com dinamismo em forma de ideias, e dar movimento ao cotidiano das diversas práticas em SAN. 



*Sobre a autora 
Olivia Maria Ferreira Schneider possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), em1982, mestrado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 1993 e, doutorado em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 2003. Atualmente é professor adjunto do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e membro do Conselho Estadual de Segurança Alimentar do Estado do Rio de Janeiro (Consea-RJ).