GEN – 30 anos de sucesso


Lançamento do logotipo comemorativo marca a longa trajetória do grupo. 

2016: Ano de conquistas, planos e desafios


Novo logotipo comemora os 30 anos do GEN


Em 2016, o GEN completa 30 anos de história com muitas conquistas, planos e desafios pela frente. E para renovar a marca, o grupo lança seu novo logotipo, comemorando esse marco.

Ceci Santiago, atual presidente do GEN, revela os planos para o futuro: “Em 2016 temos o desafio de comemorar os 30 anos do grupo com uma grande festa, onde alinharemos conhecimentos, parcerias, network e boas lembranças colecionadas durante todo esse tempo. Nosso plano, a médio e longo prazo, é elaborar um planejamento estratégico para oferecer ao mercado, tão carente, conhecimentos, prestação de serviços e experiências de sucesso adquiridas pelos integrantes do GEN ao longo de suas carreiras profissionais”. 

A nutricionista ainda relembra como ingressou no grupo: “Aceitar um desafio como esse, de ser presidente de um grupo com um nome reconhecido pela sociedade, com tantas responsabilidades e dificuldades, teve e tem um único e grande objetivo: dar destaque cada vez mais à profissão de Nutricionista, ao seu espaço dentro da sociedade, e desbravar novos e diferentes campos de trabalho para todas nós”.
Ceci Santiago, presidente do GEN

Um pouco da história


Em 1986, um grupo de nutricionistas decidiu criar o Grupo Executivo de Nutrição (GEN), para garantir uma maior integração e desenvolvimento dos profissionais da área, através de palestras, reuniões e eventos em torno dessa ciência.

Foi preciso organizar as ideias e a casa. Durante a primeira reunião, que contou com a participação de 12 associados, a versão inicial do Estatuto foi redigida com a colaboração da coordenadora número um do GEN, Jamiralva Natália Martins Belo, e da secretária Tereza Cristina Costa.

Já em 1987, o GEN desenvolveu sua palestra inicial: “GEN – Uma nova forma de trabalho” para a divulgação do grupo em eventos da área de Nutrição. Criou também um projeto de avaliação das reuniões, realizadas desde o início em empresas nas quais trabalhavam seus associados. No mesmo ano, a empresa DoceMassa patrocinou a produção de toda a papelaria do GEN, com a impressão do primeiro logotipo do Grupo.

A partir de então, o GEN cresceu. Seus associados ganharam destaque e reconhecimento no mercado, sendo convidados a ministrar cursos em universidades. Hoje, o GEN conta também com Técnicos em Nutrição e Dietética, todos profissionais que atuam nos mais diversos segmentos empresariais, como órgãos governamentais, organizações nacionais e multinacionais de grande porte, hospitais, centros de pesquisa e empresas especializadas em soluções alimentares. 

O Grupo, que age, entre outras frentes, no treinamento de profissionais, no desenvolvimento de fornecedores e no oferecimento de consultorias, conta com o apoio do Conselho Regional de Nutricionistas da 4ª Região (CRN-4) e da Associação de Nutrição do Estado do Rio de Janeiro (Anerj).

Aos 20 anos, nasce o NutriGEN


Para comemorar os 20 anos do GEN, o grupo lançou em 2006 a primeira edição do NutriGEN, evento anual de sucesso que reúne os melhores profissionais do mercado. O evento, que acontece geralmente em agosto, soma a cada ano mais participantes interessados no conteúdo atraente promovido pelos palestrantes.

Membros no GEN no encerramento do NutriGEN 2015


Instituído em 2011, o Prêmio NutriGEN já nasceu grande, obtendo recordes de inscrições nas categorias estudante e profissional. A iniciativa visa estimular o aprimoramento técnico-científico para contribuir com o desenvolvimento da ciência da Nutrição e áreas afins.

A próxima edição está programada- excepcionalmente - para o mês de outubro, devido às Olimpíadas e Paraolimpíadas que acontecerão no Rio de Janeiro.

Agenda de eventos 2016 - Nutrição, Gastronomia e Alimentação

Diversos eventos vão acontecer nas áreas de nutrição, gastronomia e alimentação em 2016, no Brasil e no mundo. 

Enquanto o NutriGEN 2016 não chega, preparamos uma lista para você se reciclar e atualizar os conhecimentos! Confira e divulgue!



A Super Rio Expofood é um grandioso evento que reúne todos os anos milhares de empresários e profissionais dos setores de Supermercado, Panificação, Hotelaria, Franchising, Conveniência e Restaurante. 

Data:15 a 17 de março de 2016
Local: Riocentro (Pavilhão 4) -  Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ



Data: 31 de março de 2016
Local: Atlanta -EUA



Alimento seguro não é mais luxo no Brasil – porém continua sendo o desafio de muitas empresas. Pensando neste cenário, e de acordo com a missão de levar o conhecimento sobre Segurança de Alimentos a todo o Brasil, o Food Safety Brazil organiza seu primeiro Workshop.

Data: 30 e 31 de março de 2016
Local: Fortaleza - CE



Público Alvo: Indústrias de alimentos, restaurantes industriais e todos os profissionais interessados em informações relativas a PCC’s e PPRO’s

Data: 2 de abril de 2016
Local: Ribeirão Preto -SP



É o maior evento do setor de bebidas do país que reúne autoridades, representantes de entidades, empresários e fornecedores de insumos de todo o Brasil.

Data: 7 de abril de 2016
Local: Centro de eventos São Luís - São Paulo - SP



Data:26 a 29 de abril de 2016.
Local: Bento Gonçalves - RS



Data: 27 e 28 de abril de 2016.
Local: Auditório do ITAL - Campinas- SP



Data: 29 e 30 de abril de 2016.
Local: Holambra – SP


A Semana do Médico Veterinário tem como objetivo geral ampliar o conhecimento do público-alvo a respeito das diversas atuações do médico veterinário, suas áreas de interesse pessoal e novas possibilidades de atuação. Criar a oportunidade de um centro de discussão abrindo espaço para que alunos tenham maior contato com profissionais das áreas que os interessam.
Como objetivo específico, espera-se construir, atualizar e aprofundar conhecimentos do público-alvo relacionados às diferentes áreas da Medicina Veterinária, através de ciclos de palestras, minicursos e mesas-redondas. 

Data: 6 de maio de 2016.
Local: Seropédica-RJ


XVI Jornada de Nutrição da UNESP de Botucatu (JONUB) 

Data: 21 de maio de 2016.
Local:Botucatu -SP




Data: 8 de junho de 2016.
Local: Holambra – SP 



Data:  9 e 10 de junho de 2016.
Local:Holambra – SP


Data:  11 a 13 de junho de 2016.
Local: Cologne, Alemanha



Data: 8 a 11 de junho de 2016.
Local:  Bienal do Ibirapuera- SP


A BIO BRAZIL FAIR | BIOFACH AMÉRICA LATINA - Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, é considerada o maior evento de negócios de produtos orgânicos da América Latina. 


Participam da feira produtores, indústrias, projetos governamentais, fornecedores de insumo e tecnologia, certificadores e consultorias. Este é o grande encontro anual do mercado orgânico no Brasil.

Data:   8 a 11 de junho de 2016.
Local:Pavilhão da Bienal do Ibirapuera - SP

Informações:http://www.biobrazilfair.com.br/2016/

Fispal Tecnologia 2016

A Fispal Tecnologia é o maior ponto de encontro para os profissionais da indústria de alimentos e bebidas da América Latina.

Data:  14 a 17 de junho de 2016.
Local: Pavilhão do Anhembi - SP

Informações:http://www.fispaltecnologia.com.br/pt/

V COINE - Congresso Internacional de Nutrição Especializada e Expo Sem Glúten 

Data: 17 e 18 de junho de 2016.
Local: Espaço Tom Jobim - Jardim Botânico - RJ
Informações:http://www.coinebrasil.com/ 

FIPAN 2016 – Feira Internacional da Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos.

Promovida há mais de 20 anos pelo SAMPAPÃO, sigla que reúne as entidades patronais de São Paulo, a FIPAN é a principal feira de negócios da indústria de panificação, confeitaria e de estabelecimentos que atuam no food service de modo geral, tais como restaurantes, pizzarias, bufês e rotisseries, entre outros.

Data:  26 a 29 de julho de 2016.
Local:Expo Center Norte  - SP

Informações:http://www.fipan.com.br/2016/ 

ANUTEC BRAZIL 2016

Os mais importantes tomadores de decisão, fabricantes e visitantes comerciais de toda a América Latina estarão reunidos no Expo Unimed em Curitiba para verem as novidades e tendências de processamento e indústria de embalagem de alimento, estabelecer contatos e fechar os maiores negócios do ano.

Data:  2 a 4 de agosto de 2016.
Local: Expo Unimed - Curitiba - PR

Informações:http://www.anutecbrazil.com.br/ANUTEC-INTERNATIONAL-FOODTEC-BRAZIL/index-2.php


Feira Alimentaria Guatemala 2016 

Data: 7 de setembro de 2016.
Local: Cidade de Guatemala - Guatemala

Informações:http://feriaalimentaria.com/main.asp?clc=175



Leitura do Mês

Nutrição e Destoxificação - Bases Moleculares para a Prática Clínica


Com um tema bastante em voga, "Nutrição e Destoxificação – Bases Moleculares para a Prática Clínica" traz informações atualizadas sobre histórico e bases bioquímica e fisiológica da destoxificação. 

A obra ainda apresenta as implicações clínicas voltadas para o combate e a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis e oferece abordagem prática do assunto, abrangendo avaliação nutricional, conduta dietética, uso de suplementos e fitoterápicos, cardápios e receitas para destoxificação. 

É uma publicação que fornece a nutricionistas, alunos de graduação e pós-graduação indicações pautadas na literatura científica sobre as melhores condutas a serem utilizadas.


Sumário
Parte I – Bases da Destoxificação

1 O Citocromo P450
2 O Papel do Trato Gastrintestinal na Destoxificação
3 Contaminantes Ambientais e Desreguladores Endócrinos

Parte II – Xenobióticos em Nutrição Clínica

4 Destoxificação, Xenobióticos e Câncer
5 Destoxificação, Xenobióticos e Alterações Endócrinas
6 Destoxificação, Xenobióticos e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular
7 Estratégias para Prevenção de Sobrecarga Tóxica Total

Parte III – Conduta Dietoterápica na Destoxificação

8 Avaliação Clínica, Dietética e Bioquímica
9 Conduta Dietética na Destoxificação
10 O Papel dos Suplementos Nutricionais no Processo de Destoxificação
11 Fitoterápicos na Destoxificação
12 Cardápio e Receitas para Promoção da Destoxificação

Veja o livro por dentro:clique aqui
Onde encontrar: clique aqui

Sobre as autoras:

Ana Luísa Kremer Faller


Graduada em Nutrição pela UFRJ (2005), especialista em Nutrição Clínica Funcional pela CVPE/Unib - SP. Premiada com bolsa de pós graduação stricto sensu em função da primeira colocação nacional no ENADE 2004. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Alimentos Funcionais e Planejamento Dietético.

Annie Bello


Graduada em Nutrição pela UERJ, especialista em nutrição clínica pela UFRJ, mestre e doutora em Fisiopatologia Clínica (University of Utah - EUA / UERJ). Nutricionista com mais de 10 anos de experiência em atendimento, docência e pesquisa. Coordenadora de pesquisas em nutrição e aterosclerose no Instituto Nacional de Cardiologia (MS) e professora adjunta de nutrição clínica da UERJ. Docente dos cursos de pós-graduação em Nutrição Clínica (UGF), Personal Diet (UGF), Nutrição Clínica (Santa Casa) e Terapia Nutricional (UERJ). É coordenadora e docente do Curso de Pós graduação em Nutrição e Pediatria (UGF).

Alimentação e sustentabilidade: repensando a relação


Reciclar o lixo, reduzir o gasto de água e buscar fontes alternativas de energia. Hoje, a sustentabilidade deve — e pode — ir muito além disso: é preciso cuidar da nossa alimentação.

Quando raízes, frutas, legumes, verduras e animais caçados eram a base do cardápio humano, o meio ambiente não sofria tanto os impactos provenientes da agricultura e domesticação de animai, já que fazia parte de um ciclo natural.

Mas como reduzir tais impactos? O GEN conversou com a nutricionista Marta Moeckel, autora do livro “HUMANIDADE, DESENVOLVIMENTO E ALIMENTAÇÃO:  QUE FUTURO É ESSE?” para esclarecer melhor o assunto. Confira a entrevista:


GEN:  Qual a relação entre alimentação e a sustentabilidade? 

M.M: Alimentação natural e bioecológica, gastronomia e sustentabilidade são temas atuais. Sustentabilidade está na moda da cena culinária. Livros, revistas, jornais, programas de TV, rádio e, principalmente, a internet e as redes sociais revelam, diariamente, novas e inusitadas informações. De um lado, um boom de receitas elaboradas por chefs famosos, novos ingredientes, pesquisas e novas técnicas, até mesmo para imitar os antigos e naturais sabores. De outro, o efeito estufa, os créditos de carbono, o desmatamento, a preocupação com a água, ou com a falta dela, e o fantasma malthusiano de que o aumento demográfico suplantará a capacidade da produção de alimentos, ressurgindo em nova crise alimentar. No entanto, a conexão entre alimentação e sustentabilidade, em sua real dimensão, não é feita. Embora o ato de se alimentar seja uma das atividades mais importantes do ser humano, não há uma compreensão das relações entre esse ato e os impactos à natureza, os quais são gerados pelos novos modos de vida, novos modelos de negócios e novas tecnologias.

GEN: Que  tipo de alimentos podem ser considerados 'sustentáveis' sob o ponto de vista do impacto ambiental?

M.M.: Não se pode falar em alimentos sustentáveis, mas num conjunto de ações que tornam o consumo de alimentos mais sustentáveis. Resgatar práticas, tradições, patrimônio é, sem dúvida, o primeiro passo para buscar meios de sobrevivência em um planeta que já agoniza. Valorizar os modos de produção tradicional e os alimentos regionais/locais; valorizar, incentivar e formar o homem do campo e para o campo; fazer uso racional dos recursos naturais; reduzir os desperdícios e a geração de resíduos; reduzir/eliminar produtos químicos são algumas dessas ações. 

GEN: Como reduzir esses impactos na produção de alimentação coletiva, utilizando as tecnologias a seu favor?

M.M.: O grande desafio da época atual é como promover o desenvolvimento sustentado para uma população crescente, o que implica aumento da produção de alimentos sem destruir os recursos naturais − que permitem a manutenção das condições de vida do Planeta Terra. Já é possível, no entanto, a utilização de equipamentos e tecnologia capazes de tornar “mais verde” a infraestrutura utilizada em cozinhas, além de racionalizar a operação. Seguem alguns exemplos:

• Recicladora de Lixo Orgânico: transforma o resíduo em pó orgânico, reduzindo em até 90% do volume de lixo. Ao compactar o lixo, separa a água embutida nesses restos e a higieniza nos procedimentos, permitindo que possa ser usada, por exemplo, para lavagem de pisos e irrigação de jardins.
• Fritadeira com filtragem para maior reutilização do óleo: sistema de filtragem com o uso de carvão ativado.
• Sistema de Aquecimento de Água por biomassa: Nesse sistema, como fonte − combustível − para a produção de energia, podem ser usados lenha certificada de florestas renováveis, briquetes (toras de lenha feitas de sobras de maneira reciclada) e pellets (resíduos de madeiras).
• Fogão de cozimento por indução: Os fogões de indução aquecem os alimentos de maneira mais equilibrada ao transformar as panelas em fontes de calor. Proporcionam uma economia real de 60% e 40% em relação ao uso do gás e de energia elétrica, respectivamente.
• Separador do óleo e água: pequena estação de tratamento de água, instalado sob a pia junto ao sistema de encanamento. Faz a separação automática de resíduos orgânicos e óleo, não permitindo entupimentos, que são constantes em cozinhas. O acúmulo de óleos e resíduos pode ser usado como matéria-prima de biodiesel e comercializado para usinas, ou mesmo transformado em sabão.
• Lavadora de louça com sistema de reuso da água.
• Fornos combinados: tecnologia não tão recente, funcionam combinando ar quente seco com vapor. Podem cozinhar diversos alimentos ao mesmo tempo, mais rápido que na cozinha convencional e com economia de energia. Esse tipo de equipamento está cada vez mais presente nas Unidades Produtoras de Refeições (UPRS)  brasileiras.

GEN:  O que você observou em sua pesquisa nos restaurantes da Alemanha,  como diferencial importante a destacar e como poderia ser aplicado no Brasil?

M.M.: A Alemanha é considerada um país de referência no quesito tecnologias de meio ambiente e sustentabilidade. Foi possível confirmar isso em quase todas as UPRs visitadas. Inovações tecnológicas em cozinha também são muitas, visto a qualidade alemã em motores e ferramentas. Obviamente, o investimento em tecnologias faz toda a diferença nos ambientes de cozinha quando reduz: o nível de ruído, o uso de recursos naturais, a emissão de gases, os desperdícios e, principalmente, a carga excessiva de trabalho.
Para além da tecnologia, dentro de um contexto de sustentabilidade, observou-se as inter-relações das dimensões ambiental, social e econômica. As ações socioambientais são representadas pela promoção da saúde, educação, formação e capacitação dos colaboradores. As ações socioeconômicas, pela geração de empregos e o incentivo à produção de produtos locais, regionais e/ou orgânicos. E as ações ecoambientais, pelo uso racional de recursos naturais e a gestão eficiente de resíduos.
Enquanto no Brasil a alimentação coletiva carece de cuidado, atenção, educação e comprometimento, na Alemanha é condição sine qua non para o sucesso dos empreendimentos. Há de se considerar a hipótese de que o caminho da prosperidade passa por uma educação de qualidade. E, diferente do Brasil, onde a educação ficou esquecida por muito tempo, o sistema educacional alemão tem se desenvolvido muito nas últimas décadas. O investimento em educação gera resultados econômicos positivos e o consequente crescimento da renda do país. Pessoas mais bem instruídas recebem maiores salários e pagam mais impostos. Ressalta-se também o fato de que a qualificação por meio de investimentos em capital humano fornece a facilitação à absorção e adaptação a novas tecnologias.


Marta Moeckel Amaral Lustosa

Graduada em Nutrição pela Faculdade de Ciências da Saúde São Camilo (1980).Mestre em Engenharia de Produção pela COPPE - Universidade Federal do Rio de Janeiro (2012). Especialista em Qualidade de Alimentos pelo Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos (2003) e em Alimentação Coletiva pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN). É docente e consultora de projetos operacionais em alimentação coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: nutrição em produção de refeições, gestão de unidades produtoras de refeições, controle de qualidade e inovação tecnológica.

Leitura do Mês

Instrumentos para Elaboração do Manual de Boas Práticas e dos Procedimentos Operacionais Padronizados em Serviços de Alimentação




Com o aumento da população mundial e em função dos novos hábitos impostos pela vida moderna, a garantia da segurança de alimentos tem importância cada vez maior. 

A vida agitada das grandes cidades obriga as pessoas a se alimentarem muito mais fora de casa, o que tem ocorrido principalmente em restaurantes, lanchonetes e outros serviços de alimentação nos quais boa parte dos surtos alimentares é registrada. 

Instrumentos para Elaboração do Manual de Boas Práticas e dos Procedimentos Operacionais Padronizados em Serviços de Alimentação apresenta informações valiosas sobre conhecimentos práticos e experiências acerca da descrição do Manual de Boas Práticas (MBP) e dos Procedimentos Operacionais Padronizados (POP), exigidos pela legislação brasileira vigente de Boas Práticas para Serviços de Alimentação para proprietários de Serviços de Alimentação, consultores, responsáveis pela manipulação de alimentos, responsáveis técnicos, professores e estudantes que desejam desenvolver sistemas de gestão de segurança de alimentos.

A obra aborda os aspectos gerais para a implementação das Boas Práticas, e os instrumentos para a elaboração do MBP e dos POP. Estes últimos são referentes ao controle integrado de vetores e pragas urbanas, à higienização de reservatório de água e à higiene e à saúde dos manipuladores.

Vale a pena conferir!
Veja o livro por dentro: http://bit.ly/1loke52 
Onde encontrar: http://bit.ly/1NUfJsM 


Sobre as autoras

Ana Lúcia de Freitas Saccol

Graduada em Farmácia e Bioquímica e Ciências dos Alimentos pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); graduada em Nutrição pelo Centro Universitário Franciscano, mestrado e doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela UFSM, na linha de Qualidade de Alimentos.

Ana Lúcia Serafim 

Possui graduação em Nutrição pelo Centro Universitário Franciscano (2007), Mestrado (2010) e Doutorado (2015) em Ciência e Tecnologia dos Alimentos pelo Programa de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria -RS.

Lize Stangarlin 

Possui graduação em Nutrição pelo Centro Universitário Franciscano (2006), graduação em Programa especial de graduação de formação de Professores pela Universidade Federal de Santa Maria (2013), mestrado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos pela Universidade Federal de Santa Maria (2009) e doutorado em Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Maria (2014). 

O Poder das Plantas

O uso de fitoterápicos na nutrição





Quem nunca ouviu dizer que as plantas curam? De doenças do sistema digestório ao sistema nervoso, os fitoterápicos são indicados.

A fitoterapia ou terapia pelas plantas surgiu em 8.500 A.C., sendo uma das mais antigas práticas terapêuticas do mundo. No Brasil, as chamadas plantas medicinais chegaram quando o país ainda era colônia de Portugal, através de índios, negros e europeus, pois os cuidados médicos ficavam restritos às metrópoles, e a população da zona rural e suburbana recorria às ervas como terapia alternativa de cura.

Segundo a Anvisa, fitoterápicos são medicamentos obtidos com o emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais, feitos de partes de plantas cujos princípios ativos não foram purificados, como chás, extratos e tinturas, pomadas e cápsulas, e têm propriedades capazes de auxiliar no tratamento de diversas doenças.

Ainda de acordo com a Anvisa, não se considera medicamento fitoterápico aquele que inclui na sua composição substâncias ativas isoladas, sintéticas ou naturais, nem as associações dessas com extratos vegetais.

Benefícios X Riscos


A nutricionista Rosângela Barbosa de Carvalho explica que os benefícios da Fitoterapia justificam-se pelas misturas complexas de compostos químicos presentes nas plantas, que agem em sinergismo entre si e que são responsáveis por diversas ações favoráveis ao organismo, ampliando sua eficácia e segurança.

Mas Rosangela alerta que, se for não utilizada corretamente, toda essa complexidade da Fitoterapia pode trazer malefícios, já que os compostos agem de diversas formas e interagem com muitas drogas, podendo apresentar resultados adversos ou até mesmo antagônicos ao medicamento prescrito interferindo no resultado esperado do medicamento principal.

“As pessoas que se utilizam de fitoterápicos sem a devida orientação de um profissional habilitado, podem estar colocando a saúde em risco. Por exemplo: ingerir um simples chá verde (Camelia sinensis) para quem utiliza um medicamento antiagregante plaquetário (cumarínicos), pode levar o indivíduo a sangramentos ou até mesmo hemorragias. Fitoterapia é tratamento complementar e tem diversas ações químicas no organismo”, destaca.

Como o nutricionista pode – e deve – prescrever esses medicamentos?


De acordo com Rosângela, é necessário que o profissional nutricionista tenha os conhecimentos adequados para utilizar a Fitoterapia de forma plena, como complemento ao tratamento nutricional do paciente. “O nutricionista pode prescrever fitoterápicos sim, exceto um grupo de plantas que são de exclusiva prescrição médica, de acordo com a Instrução Normativa Nº 02 de 2014.


Rosângela Barbosa de Carvalho

Nutricionista especializada em Gerenciamento e Administração de Restaurantes Institucionais; Nutrição e Esporte;  e Bioquímica de nutrientes.
Pós-graduanda em Fitoterapia aplicada à Nutrição Clínica



Leitura do Mês

Qualidade e Redução de Custos em Alimentos



Reduzir custos e manter a qualidade são metas de qualquer empresa. Entretanto, a maioria das organizações diminui gastos de maneira drástica, impactando o produto final e, por vezes, prejudicando o consumidor. 

"Qualidade e Redução de Custos em Alimentos" visa desmitificar a ideia de que qualidade está relacionada a altos investimentos, e esclarece o leitor sobre como minimizar gastos, sem deixar de lado os padrões adequados dos procedimentos. 

A obra traz os fundamentos para o entendimento da gestão e da definição de qualidade; a definição de fatores e custo da mercadoria vendida; a explicação de como os microrganismos podem interferir na qualidade dos alimentos; como a tecnologia de equipamentos pode interferir nos custos; e, ainda, como gerenciar os custos reduzidos.


Onde encontrar: http://bit.ly/1OuYySr

Sobre a autora

Patricia Cintra é nutricionista formada em 2007 pela Faculdade de Medicina de Itajubá, MG, Pós graduada em Gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo.

Veja o livro por dentro:  http://bit.ly/1JEDxxc