Como ser uma Nutri Coaching?

Coaching nutricional: Técnica garante mudanças positivas de comportamento e sucesso para os pacientes








Como se relacionar com a comida? As emoções podem controlar o que se come? Para a maioria dos pacientes, mudar hábitos alimentares é um grande desafio, que deve ir muito além do entusiasmo inicial. Para vencer esse obstáculo e garantir uma vida saudável em diversos aspectos em longo prazo, o coaching nutricional pode ajudar (e muito!) no sucesso dessa missão. 

Mas afinal, o que é coaching e como ele se aplica à Nutrição?

De acordo com a Dra. Ingrid Ferreira, nutricionista especializada no ramo, o coaching é um processo que utiliza técnicas e ferramentas de diversas ciências (do comportamento e da administração) para atingir um objetivo desejado, produzindo mudanças positivas e duradouras. 

Aplicado ao ramo da Nutrição, ajuda os pacientes na conquista do auto-conhecimento e atende às necessidades pontuais de cada indivíduo, direcionando-o a mudanças de atitudes e à busca por uma rotina mais saudável.

 “O coaching ajuda a traçar metas e quebrar barreiras que impedem a conquista de objetivos. Ele deve sempre estar pautado em uma relação de comprometimento e confiança mútua entre o profissional e o seu cliente, a fim de libertar o potencial individual e maximizar desempenhos e performances. Assim, o paciente conquista autoconfiança nos relacionamentos, superação de obstáculos, resolução de problemas/gerenciamento de crises, alcance de energia, direcionamento para conquistar objetivos, foco nos planejamentos e melhorias na vida profissional, expansão da criatividade, discernimento para tomadas de decisões, eliminação da resistência a mudanças, dentre outros fatores.”, explica Ingrid.

Para ela, da mesma maneira que os nutricionistas profissionais ou técnicos se posicionam na escolha da área de atuação, no coaching o nicho também pode (e deve) ser escolhido e acompanhar o seu grupo de identificação: idosos, esportistas, crianças, adolescentes, adultos, gestantes, estética, entre outros.


Como ser uma Nutri Coaching? 

Ingrid enxerga a área de atuação como um campo ao mesmo tempo desafiador e promissor: “A cada dia é uma experiência diferente, e são muitos nichos e informações para receber e filtrar dentro da atuação escolhida. E se houver de fato uma identificação, vários podem ser os produtos de conquistas: satisfação pessoal por ajudar ao próximo, a si próprio, finanças, vida profissional...” avalia. 

Ela afirma que para exercer o coaching com maestria, o primeiro e grande passo é gostar de ajudar pessoas e sentir-se feliz feliz com as conquistas dos clientes/pacientes como sendo as suas próprias. É desejável também que o profissional seja habilitado por escolas certificadas nacional e internacionalmente e esteja sempre buscando especializações.

A nutricionista realiza eventos e palestras in company sobre Nutrição e coaching, além de oferecer consultorias sobre a carreira, voltada aos colegas nutricionistas, técnicos e estudantes. Os textos da Dra. Ingrid estão presentes em revistas de saúde, beleza e noivas, além da sua participação no livro ‘Os segredos do bem-estar’, obra elaborada por profissionais da saúde e consultores de vida, voltados unicamente ao alcance de saúde, bem-estar e qualidade de vida de seus leitores.

Como única nutricionista do livro, decidiu inserir em seu capítulo algumas ferramentas do coaching, com linguagem simples e bem explicada, para que realmente profissionais e pacientes pudessem se beneficiar de todo o conteúdo e alcançarem autoconhecimento, eliminação de falhas e barreiras que impedem o sucesso, redução do stress, estabilidade emocional e de saúde, busca de realizações e aumento da qualidade de vida.

Quer saber mais? 

Envie um e-mail e solicite informações sobre parcerias para eventos em sua cidade, ou sobre os livros "Os segredos do bem-estar" & "A arte de tirar o máximo do mínimo", palestras e treinamentos, consultorias e assessorias.



Dra. Ingrid Ferreira é nutricionista, palestrante, escritora e coach e idealizadora da Nutri Coach

facebook: Nutri Coach 



II SIAN - Simpósio de Alimentos e Nutrição

Evento da UNIRIO promove debate sobre 'Inovações Tecnológicas na Ciência dos Alimentos'.


Apenas 200 vagas. Inscreva-se já!

O Simpósio de Alimentos e Nutrição (SIAN) é um evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição (PPGAN) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

O principal objetivo do SIAN é promover um debate científico, proporcionando a troca de conhecimentos das áreas afins à Ciência dos Alimentos, com o foco direcionado aos temas Alimentos e Nutrição

A 2ª edição do SIAN proporcionará um evento para apenas 200 pessoas e será realizado no Auditório Vera Janacopolus da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, localizado na Av. Pasteur 296 - Campus Reitoria - Prédio da Nutrição nos dia 29 e 30 de Junho de 2015.


O tema do SIAN versa sobre Inovações Tecnológicas na Ciência dos Alimentos, promovendo debates em torno de temas como: Biofortificação e biodisponibilidade em alimentos; Proteômica e metabolômica em alimentos; Tecnologia e funcionalidade de compostos bioativos de alimentos; Biotecnologia e engenharia genética em alimentos.


O evento contará com a participação de pesquisadores renomados na área (conheça os palestrantes aqui), e dará oportunidade aos estudantes e profissionais das diversas áreas afins à Ciência dos Alimentos uma atualização em conceitos científicos permitindo um aprimoramento em suas atividades profissionais.


Submissão de trabalhos até 4 de abril. Premiados garantem vaga no XI SLACA


Serão aceitas submissões de trabalhos até o dia 4 de abril de 2015. em acordo com a disponibilidade de vagas para a participação do evento. Veja as instruções.

Os 3 melhores trabalhos apresentados serão premiados com ida ao XI Simpósio Latino Americano de Ciência dos Alimentos (SLACA), que acontecerá na cidade de Campinas, no período de 08 a 11 de Novembro de 2015. 

Este renomado evento internacional, realizado na UNICAMP é um dos mais importantes no calendário de eventos internacionais que acontece no Brasil para a área da Ciência dos Alimentos. Os premiados farão jus à inscrição do evento, passagem aérea nacional para Campinas e diária. 

Serão selecionados para apresentação oral 4 trabalhos de  cada área temática que estarão concorrendo ao prêmio.

Mais informações podem ser obtidas na página do evento:

Leitura do Mês:

Nutrição e Fisiopatologia nas Doenças Hepáticas



A terapia nutricional é de grande relevância para os pacientes com insuficiência hepática, contribuindo para a melhora prognóstica e o maior desempenho do indivíduo que, porventura, seja submetido a cirurgia ou transplante hepático. 

Por outro lado, erros ou vícios nutricionais desenvolvidos pelos próprios pacientes podem levar à mais comum das doenças hepáticas metabólicas, a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) , que acomete quase 20% da população e é ocasionada por obesidade ou sobrepeso, diabetes mellitus ou hipertrigliceridemia. 

Cada capítulo de Nutrição e Fisiopatologia nas Doenças Hepáticas é dedicado a uma doença ou uma síndrome hepática, com uma breve revisão fisiopatológica e clínica seguida da respectiva orientação nutricional. 

Assim, a obra trata da complexa combinação entre nutrição e fígado, relação que vem se modificando nos últimos anos com prioridade ora da doença de base, ora da dieta necessária para a reparação tecidual. 

Em diversos capítulos, iremos nos deparar diante do dilema: liberalidade da dieta ou dieta restritiva? Nesses momentos, a discussão do caso clínico entre o médico e o nutricionista conduz à melhor proposta dietética para o paciente. 

Diante de tal cenário, o livro é de grande valor para os alunos dos cursos de graduação e pós-graduação em Nutrição e Medicina. Além disso, hepatologistas, médicos clínicos, cirurgiões e nutricionistas clínicos envolvidos com pacientes hepatopatas terão aqui disponível material didático escrito por autores experientes no cuidado dos indivíduos com hepatopatia.

Onde encontrar: http://bit.ly/1E9t129


Sobre as Organizadoras

Wilza Arantes Ferreira Peres 


Professora-associada do Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (INJC/UFRJ), pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Micronutrientes do INJC/UFRJ, do Programa de Biofarmácia e Farmacometria da Faculdade de Farmácia da UFRJ e do Laboratório de Bioquímica Nutricional do INJC/UFRJ e Coordenadora do Ambulatório de Nutrição integrante do Ambulatório Multidisciplinar de Hepatologia – Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) da UFRJ

Juliana Moraes Coelho 


Nutricionista do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), RJ. 
Nutricionista do Centro de Doenças Hepáticas (CDH), RJ. Especialista em Nutrição Oncológica pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e em Nutrição Clínica pela UFRJ


Tatiana Pereira de Paula

Nutricionista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ), coordenadora do Ambulatório de Nutrição integrante do Ambulatório Multidisciplinar de Hepatologia – HUCFF/UFRJ e Doutora em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Clínica Médica do HUCFF/UFRJ – com período no Liver Research Laboratory – Mount Sinai School of Medicine, Nova York, EUA. 


Sumário do livro

1 Anatomia e Metabolismo Hepático 
2 Metabolismo de Micronutrientes nas Hepatopatias 
3 Exames Laboratoriais nas Doenças Hepáticas 
4 Avaliação Nutricional nas Doenças Hepáticas 
5 Fisiopatologia e Tratamento Nutricional da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica 
6 Fisiopatologia e Tratamento Nutricional das Hepatites 
7 Tratamento Medicamentoso e Estado Nutricional na Hepatite C 
8 Álcool e Hepatopatias 
9 Fisiopatologia, Prevalência e Tratamento Medicamentoso da Cirrose Hepática 
10 Tratamento Nutricional na Cirrose Hepática 
11 Tratamento Medicamentoso e Nutricional das Complicações da Cirrose 
12 Fisiopatologia e Tratamento Nutricional da Cirrose Colestática 
13 Carcinoma Hepatocelular 
14 Doenças Hepáticas e Nutrição na Infância 
15 Hemocromatose 
16 Doença de Wilson 
17 Hepatoprotetores 
18 Hepatotóxicos 
19 Destoxificação Hepática e Nutrição 
20 Prebióticos, Probióticos e Simbióticos nas Doenças Hepáticas Crônicas 
21 Aspectos Clínicos e Nutricionais da Síndrome Hepatorrenal 
22 Aspectos Clínicos e Nutricionais da Insuficiência Hepática Aguda 
23 Nutrição e Transplante Hepático 
24 Terapia Nutricional nas Doenças Hepáticas

Dieta da Energia

Pós- carnaval: Recarregue a bateria!

Os dias de folia geralmente são acompanhados do excesso de comida (errada!), pouca ingestão de líquidos, e raras horas de sono. Depois da quarta-feira de cinzas, parece ainda mais impossível recomeçar as atividades com a energia necessária para encarar a rotina e manter a forma.

Diante de tantas tarefas, ânimo e disposição são duas palavras que todos precisam. E a fonte de disposição pode estar bem diante dos nossos olhos: na alimentação, que se não for bem cuidada, pode trazer ganho de peso, apatia e até depressão.

Mas o que é Dieta da Energia?


Segundo Mônica Dalmacio, coordenadora do curso de Nutrição da Anhanguera de Niterói, o termo ‘dieta da energia’ não consiste em uma dieta em si, mas a junção de vários artigos e suplementos para aumentar a performance das pessoas. Esse tipo de dieta concilia os nutrientes de acordo com a necessidade do paciente.

“É uma excelente opção para proporcionar mais energia no dia a dia. Esse tipo de dieta é indicado para quem fará atividade física de longa duração, como corridas ou spinning. E também para pacientes vindos de processos cirúrgicos, que geralmente precisam dessa reposição.”, afirma.

A nutricionista alerta que o único cuidado a ser tomado é com o consumo de suplementos a base de cafeína. Apesar de naturais, podem causar desidratação, pois estimula a diurese.

Arroz integral, beterraba, espinafre e batata doce: alimentos perfeitos para recuperar a energia


Um cardápio bem elaborado fornece a energia necessária e auxilia a boa prática de exercícios físicos. Dois exemplos de alimentos que ajudam na menor perda de energia são o espinafre e a beterraba, além das proteínas. Alimentos ricos em carboidratos como arroz integral, inhame e batata doce são indicados para recuperar a energia. O ideal é evitar os industrializados que em muitos casos não fornecem os nutrientes necessários.



Mônica Dalmacio é nutricionista com especialização em Nutrição Clínica, Qualidade de Alimentos. Coordenadora do curso de Nutrição da Anhanguera de Niterói, Mestre em Ciências Médicas (UFF) e Doutoranda em Fisiopatologia Clínica Experimental (UERJ)



Leitura do Mês:

Vida Saudável sem Glúten:   Convivendo com a doença celíaca e outras desordens relacionadas ao glúten. 


Lançamento no IV COINE, dia 29 de maio.


Organizado pelas nutricionistas Noádia Lobão, Diretora do Centro Brasileiro de Alimentação e Nutrição (CBAN) e Consultora Técnica da Associação dos Celíacos do Brasil – Seção Rio de Janeiro (Acelbra-RJ) e Juliana Crucinsky, Consultora Técnica da Associação dos Celíacos do Brasil – Seção Rio de Janeiro (Acelbra-RJ), trata-se de um dos primeiros livros no Brasil a abordar a questão de forma técnica, original e objetiva, sendo destinado a todos os profissionais de saúde, àqueles que têm problemas com o glúten, aos que possuem familiares ou amigos nessa situação e, também, aos leitores que se interessam pelo assunto.

Nele, você encontrará um histórico sobre a Doença Celíaca, os procedimentos para o diagnóstico, orientações para um tratamento adequado e os estudos que indicam como o glúten afeta o organismo humano, provocando inclusive outras doenças, como a fibromialgia, a psoríase, a infertilidade, a obesidade, além de desordens emocionais e psicológicas, somente para citar algumas.

VIDA SAUDÁVEL SEM GLÚTEN será lançado em 29 de maio de 2015, durante a abertura do IV COINE – CONGRESSO INTERNACIONAL DE NUTRIÇÃO ESPECIALIZADA & EXPO SEM GLÚTEN, no Centro de Convenções da Bolsa de Valores – Rio de Janeiro.

Endereço: Praça XV de Novembro, 20- Térreo- Centro –RJ

Mais sobre o livro:


O livro apresenta a situação da doença no mundo e no Brasil, as campanhas, os tratamentos disponíveis e a utilização de matérias primas regionais e nacionais, sem glúten, no preparo caseiro e na fabricação industrializada de alimentos e produtos, substituindo assim o trigo – em grande parte importado –, bem como os demais cereais contraindicados para os celíacos, como a cevada, o centeio e a aveia.

Outra questão importante abordada neste livro diz respeito à segurança alimentar e nutricional dos alimentos processados e ofertados à população celíaca, sejam artesanais ou industrializados, e, neste contexto, o cuidado com a alimentação infantil, que deve ser redobrado quando se trata dos produtos utilizados na dieta da criança celíaca em casa, na escola, no lazer e nas festas.

O livro conta, ainda, com depoimentos de diversas pessoas que apresentam suas histórias, os problemas enfrentados e a superação final, além de um capítulo destinado às receitas variadas de entradas, pratos principais e sobremesas sem glúten, já testadas e aprovadas.

(21) 2547-9536


Sobre as autoras:

Juliana Crucinsky (à esquerda) e Noádia Lobão


Juliana Crucinsky

Consultora Técnica da Acelbra-RJ (Associação dos Celíacos do Brasil), membro da Comissão Organizadora e Comissão Científica do COINE (Congresso Internacional de Nutrição Especializada e Expo Sem Glúten).
Nutricionista graduada pela UERJ. Pós graduação Lato sensu em: Nutrição Clínica e Funcional (VP Consultoria/Universidade Cruzeiro do Sul), Nutrição Esportiva (Universidade Gama Filho), Gestão da Saúde e Administração Hospitalar (Universidade Estácio de Sá) e Terapia Nutricional Enteral e Parenteral (Santa Casa de Misericórdia do RJ. 
Autora de materiais científicos para Acelbra/RJ e Fenacelbra e co-autora do artigo científico: Fragilidades da atenção à saúde de pessoas celíacas
no Sistema Único de Saúde (SUS): a perspectiva do
usuário (Demetra; 2014; 9(Supl.1); 311-328). 
Nutricionista da Secretaria Estadual de Saúde do RJ. Palestrante e professora convidada de cursos de pós graduação. Atendimento em consultório desde 2001.

Noadia Lobão

Presidente do COINE (Congresso Internacional de Nutrição Especializada e Expo Sem Glúten), diretora do Departamento de Nutrição do CBAN (Centro Brasileiro de Apoio Nutricional) , Consultora Técnica da Acelbra/RJ (Associação dos Celíacos do Brasil).
Nutricionista do Studio NC Personal Trainer.  Especialista em Nutrição Clínica pela ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição), Pós graduada em: Obesidade (UNIGUAÇU), Nutrição Clínica e Funcional (VP Consultoria/Universidade Cruzeiro do Sul), Fitoterapia Funcional Aplicada à Nutrição (VP Consultoria/Universidade Cruzeiro do Sul), Nutrição Esportiva (Grupo Acesso).
Autora de materiais científicos para Acelbra/RJ e Fenacelbra. Atendimento em consultório desde 2003.





Obesidade infantil: A culpa é da publicidade?

33% das crianças brasileiras têm excesso de peso, 15% já são obesas e até 2030 quase metade da população adulta estará acima do peso.


Ao ligar a TV, folhear revistas, navegar na internet, e principalmente ao entrar em supermercados ou lojas de conveniência, é fácil perceber o apelo visual e/ou sonoro do mercado publicitário destinado ao público infantil. 

Muitas cores, brindes, personagens, objetos colecionáveis e trilhas sonoras tentam ‘seduzir’ as crianças e influenciar o consumo de produtos ou serviços, desconsiderando a importância de uma alimentação saudável e balanceada. 

Segundo dados de uma pesquisa recente, 33% das crianças brasileiras têm excesso de peso, 15% já são obesas e até 2030 quase metade da população adulta estará acima do peso. A aprovação (ocorrida em maio de 2014) da Resolução 163 do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), órgão ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República — que considera abusiva a prática do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança e ao adolescente, com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço, abrangendo anúncios com linguagem, trilhas sonoras e distribuição de brindes em anúncios nas mídias como TV, sites, rádio, revista e jornal, assim como propagandas em embalagens e merchandising — visa reverter esse cenário, e traz à tona a questão da responsabilidade e das conseqüências negativas que esses estímulos podem trazer a longo prazo.

Para discutir mais o assunto, o GEN publica na íntegra o artigo de Flávia da Silva Santos, professora do curso de Nutrição do Centro Universitário Anhanguera de Niterói (UNIAN).


MARKETING DESTINADO AO PÚBLICO INFANTIL

Por Flávia da Silva Santos *


Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar, realizada entre 2008-2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma em cada três crianças brasileiras com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde.

Estudos estimam que 95% dos casos de excesso de peso em crianças estariam relacionados à má alimentação, os outros 5 % seriam resultado de fatores orgânicos. 
Em função de sua crescente influência e autonomia na escolha dos produtos adquiridos pela família, as crianças estão assumindo um papel cada vez mais importante nas decisões de consumo, o que as tornam um segmento de mercado cada vez mais visado nas estratégias de marketing das empresas de produtos manufaturados.

Pesquisas mostram ainda que crianças brasileiras influenciam cerca de 80% das decisões de compra de uma família. As categorias de produtos mais suscetíveis à influência infantil são os produtos alimentícios industrializados. Desses produtos, estão no topo da influência a compra de biscoitos e bolachas (87%), refrigerantes (75%), salgadinhos (70%), seguidos de achocolatados, balas, chocolates, iogurtes, macarrão instantâneo, cereais e sorvetes.

Tal fato é relevante, pois, os índices de crianças com sobrepeso acompanha o crescimento do volume investido no marketing infanto-juvenil pela indústria alimentícia.

Investigando a influência do marketing nas escolhas alimentares das crianças, as alunas do Centro Universitário Anhanguera de Niterói (UNIAN), Aline Andrade de Oliveira e Graziela de Almeida Pereira Lobo, sob a minha orientação, analisaram os rótulos de 22 produtos que apresentavam apelos atrativos ao público infantil (personagens, desenhos, brindes, etc). Dentre os alimentos foram revisados os rótulos de bolos industrializados, fast food, laticínios, cereais matinais, sucos prontos, empanados, bebidas achocolatadas, macarrão instantâneo, biscoitos recheados e salgadinhos.

O sódio esteve presente em quantidades excessivas (mais que 1,2 mg%), nas porções de bolos industrializados, sucos industrializados, bebidas achocolatadas, cereais matinais, empanados, salgadinhos, macarrão instantâneo e fast foods. Com relação ao biscoito recheado, se nos basearmos na rotulagem nutricional obrigatória recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para crianças de 7 a 10 anos, a ingestão de todo o pacote fornece 96% da quantidade recomendada diária para sódio.

Notou-se alta densidade energética nas porções de bolos, biscoitos industrializados, cereais matinais, frangos empanados, salgadinhos, macarrões instantâneos, fast foods, que normalmente são consumidos em quantidades superiores as porções apresentadas nas tabelas de informações nutricionais desses alimentos. A densidade energética é definida como a caloria disponível por unidade de peso.

Os alimentos industrializados induzem ao consumo excessivo de calorias, pois apresentam alta densidade energética, alta palatabilidade, além do baixo custo, fácil acesso e alto marketing. A alta ingestão de energia desencadeia o desenvolvimento da obesidade e, consequente, eleva o risco de diversas outras doenças, como as cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.

A análise dos ingredientes mostrou a presença de conservantes e edulcorantes (adoçantes) em sucos industrializados e gelatinas, que não é indicado para crianças que não apresentam diabetes.

Dentre os 22 alimentos analisados, 86,4% apresentaram alto teor de sódio, 45,4% apresentaram gordura saturada acima de 10% e, 63,6% se mostraram com alta densidade energética.

A rotulagem nutricional dos alimentos permite ao consumidor o acesso às informações nutricionais e aos parâmetros indicativos de qualidade e segurança do seu consumo.

Apesar da legislação brasileira de rotulagem de alimentos ser abrangente há ainda a necessidade de maior fiscalização para cumprimento das normas estabelecidas. Outro ponto a ser discutido é a adequação da informação nutricional presente nos rótulos à idade do público-alvo ao qual o alimento se destina.



Flávia da Silva Santos é professora do curso de Nutrição do Centro Universitário Anhanguera de Niterói (UNIAN)







Leitura do Mês:

Emagrecimento Permanente - Nutrição para uma Vida Saudável



O livro apresenta orientações nutricionais e comportamentais para a perda e a manutenção do peso, com base nas mais recentes recomendações de órgãos nacionais e internacionais.

Prática e objetiva, esta obra aborda ainda um método de controle da ingestão alimentar e um programa de reeducação nutricional com base no teor de fibras da dieta. Todo o conteúdo deste livro foi fundamentado no conceito de calorias inteligentes – provenientes dos alimentos ricos em fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, e pobres em calorias biodisponíveis –, visando à total qualidade de vida, saúde e longevidade.

Onde encontrar: http://bit.ly/1wPPBn8


Sobre a autora


Manuela Dolinsky é doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP), mestre em Nutrição Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professora adjunta e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Nutrição Funcional (GPeNF) da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF).