Dieta da noiva: Como manter a forma para o dia do casamento?

Nutrição para noivas é a nova tendência do mercado. 

Setembro é considerado o novo mês das noivas. De acordo com os últimos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mês que anuncia a chegada da primavera supera em 35% o número de casamentos de maio.
E quando falamos de casamentos, logo vêm à cabeça os sacrifícios feitos pelas mulheres para estarem lindas nos seus vestidos brancos. Muitos optam por medidas extremas, como dietas radicais que ocasionam a redução de nutrientes importantes para o corpo, prejudicando a saúde da noiva.

Assim surge um mercado emergente: a nutrição para noivas. Cada vez mais, elas buscam nutricionistas para receberem orientações e traçarem objetivos reais para o emagrecimento saudável. O GEN conversou com a nutricionista Tamara Araújo, que em setembro de 2013 fundou o Programa Noiva Magra, um programa de emagrecimento para noivas que propõe atividades físicas realizadas na praia do Recreio dos Bandeirantes (Rio de Janeiro), com o acompanhamento de personal diet (nutricionista) e personal Trainer (educação física)

Programa Noiva Magra

Cursos de personal diet são um diferencial.

O sucesso de Tamara, que em menos de um ano já atendeu mais de 40 pacientes, confirma a tendência de crescimento desse mercado. Ela explica que as noivas buscam orientação nutricional personalizada, para aprender a lidar com a ansiedade, não descontar esse sentimento na comida e conseguir entrar no vestido. A nutricionista especializada em Obesidade e Emagrecimento participou de cursos de personal diet, e considera-os fundamentais para quem deseja atuar com noivas: “É preciso entender o momento que a noiva está vivendo, e atuar como personal diet faz toda a diferença para o sucesso do trabalho”, revela.

Segundo Tamara, para ser eficiente o acompanhamento nutricional deve acontecer com antecedência. Mas a definição de tempo depende de cada caso: se a noiva não está feliz e precisa mesmo emagrecer, o ideal é que começar seis meses antes do casamento.  Caso a noiva perceba que começou a engordar e a ansiedade está dominando seu comportamento alimentar, o plano trimestral é a sugestão. Mas há quem busque pelo serviço apenas um mês antes do evento. “Todos com excelentes resultados”, confirma.

Para combater a ansiedade das noivas, a personal diet sugere o que chama de “Chá Relax”. Ingredientes: 500mL de água, 1 colher de sopa de  Melissa (folhas), 1 colher de sopa de Camomilae (flores). Fazer o chá tipo infusão e tomar no mínimo uma xícara todas as noites acalma qualquer pessoa. 

Dicas para conquistar as noivas: diagnóstico personalizado e cumplicidade 


Elas têm todo tipo de idéia para emagrecer rápido, desde a dieta da moda ao jejum antes de provar o vestido de noiva. O nutricionista deve trabalhar com responsabilidade e orientar suas pacientes quanto aos malefícios que essas atitudes trazem à sua saúde. Tamara explica: "Mantenho a proximidade de minhas clientes, deixo sempre um canal de relacionamento aberto e utilizo a tecnologia a meu favor: tiro dúvidas pelo Whatsapp, e-mail e redes sociais. Crie empatia e confiança na relação nutricionista e noiva."

Realizar um bom diagnóstico também é fundamental para personalizar o atendimento: “Faço uma avaliação antropométrica completa, com IMC, dobras cutâneas e circunferências. assim como o histórico clínico pessoal e familiar, recordatório de 24 horas e avaliação de hábitos, horários, local e preferências alimentares são muito relevantes. Dessa forma, é possível fazer a prescrição do plano alimentar personalizado que vai funcionar para cada paciente”, conclui Tamara.



Dra. Tamara Araújo é Nutricionista, Personal Diet, Especialista em Obesidade e Emagrecimento - UVA,
Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais – UEA e Chef Executiva de Cozinha – SENAC RIO


Leitura do Mês:

Nutrição Aplicada à Estética




A busca pela boa aparência vem aumentando de forma exponencial em nossa sociedade, fato comprovado pela crescente procura por profissionais das mais diversas áreas que atendam às necessidades estéticas e agreguem saúde, jovialidade e beleza ao paciente/cliente.Nutrição Aplicada à Estética amplia esse panorama, mostrando como a ciência da Nutrição, quando aliada à área da Estética, proporcionam cuidado que, além dos requisitos fundamentais da dietética e da dietoterapia, viabiliza a prevenção e o tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, atendendo plenamente a tais necessidades estéticas.

Sumário:
Parte I: Introdução
Parte II: Entendendo os principais “desequilíbrios estéticos”
Parte III – Avaliação nutricional
Parte IV – Tratamento clínico, cirúrgico e nutricional




Sobre Ana Paula Pujol:

Nutricionista, especialista em Nutrição e Qualidade de Vida e em Nutrição Clínica Estética, Doutoranda em Educação pela Universidade Católica de Santa Fé – Argentina, Diretora de Ensino do Instituto Ana Paula Pujol (Cursos Presenciais e On line) http://www.institutoapp.com.br/ead/. Tem experiência de 10 anos na área de Nutrição, com ênfase em Nutrição e Estética, atuando principalmente nos seguintes temas: prevenção do envelhecimento através da nutrição, nutrição e bronzeamento, nutrição e fibro edema gelóide e outros fatores estéticos associados à conduta nutricional.

 Onde encontrar: http://www.rubio.com.br/descricao.asp?cod_livro=A45851



NutriGEN 2014

 Saiba tudo sobre o evento.

A 9º edição do NutriGEN foi um verdadeiro sucesso. Com mais de 300 participantes, entre estudantes e graduados em nutrição e/ ou gastronomia, o evento ocorreu no dia 20 de agosto de 2014, no Centro de Convenções da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), no centro do Rio de Janeiro.


Participantes aguardam o início do NutriGEN 2014

Sob o tema "Os Impactos da Nutrição na Alimentação Moderna", o NutriGEN 2014 trouxe para a discussão profissionais renomados. Com o auditório lotado, Sonja Salles abriu o ciclo de palestras. A fundadora da Nutrinewcursos, autora do livro Trocas Inteligentes: Transforme receitas tradicionais em delícias saudáveis e ganhe saúde, e Mestre em Nutrição, falou sobre A Importância da Gastronomia na Nutrição Clínica, (clique e acesse a apresentação!) citando que  nutrição e gastronomia formam uma combinação perfeita, fidelizam a relação paciente x profissional e produzem resultados clínicos mais completos e saudáveis: "Para fidelizar seu paciente e obter sucesso na profissão, nutrição e gastronomia devem caminhar juntos. Numa dieta, é preciso saber não só o que ele (o paciente) come. Mas como, onde e com quem ele come, Somos os seus incentivadores e gerentes nesse processo", disse Sonja Salles.

Atenção: Para acessar as apresentações você vai precisar do Adobe Reader. Clique no  link para baixá-lo e instalá-lo: http://get.adobe.com/reader/otherversions/


Sonja Salles no Nutrigen 2014












Marcello Brito foi o segundo palestrante a subir no palco. Bastante elogiado, o conselheiro do Banco Mundial para assuntos de óleo de palma, Diretor da Abag e da Abrapalma, e especialista pelo Palm Oil Research Institute of Malaysia, abordou o cenário do mercado mundial de óleos vegetais nas cozinhas e indústrias e as tendências sustentáveis na sua industrialização, demonstrando como a gastronomia e a nutrição podem ser úteis para a sustentabilidade do planeta.

Marcello Brito palestra sobre óleo de palma














Em seguida, foi a vez de da nutricionista Gabriela Kapim discorrer sobre alimentação infantil, e ensinar a comer bem de forma equilibrada, com o tema Alimentação Consciente. A apresentadora do programa 'Socorro! Meu Filho Come Mal' do canal GNT contou um pouco da sua trajetória profissional, desde os tempos como professora de capoeira, o primeiro emprego como nutricionista infantil e como o universo lúdico das crianças a encanta. Kapim lembrou aos nutricionistas a importância de cultivar os bons hábitos alimentares nos pais dos pequenos, já que as crianças são educadas pelo exemplo que recebem (e observam!) em casa, e não pelo que escutam, percebendo rapidamente o descompasso entre discurso e atitudes. Aproximar a criança do alimento, desde o processo de cozimento, também foi uma  das dicas.
"Levar a criança para a cozinha é o segredo. Aproximá-la do alimento faz toda a diferença", garantiu Kapim.
Gabriela Kapim recebe certificado do Nutrigen 2014


O tema final foi comandado pelo Chef André Leite, que explicou sobre as Influências Veganas na Alimentação Contemporânea.  Professor no Espaço Carioca de Gastronomia  na Faetec, e nas pós de Personal Diet e de Nutrição voltada para a Gastronomia, possui um blog chamado www.andreleitegastronomia.wordpress.com. Já assinou colunas na Folha Carioca e a Gastronomia Rio. Escreveu o livro Finger Food: Sabor e sofisticação em pequenas porções. Atualmente é proprietário do restaurante Benoit. O Chef deu alguns truques de culinária para que os veganos se alimentem com prazer e sabor. "Veganos não precisam comer mal, e nem podem ter pressa. Uma salada rica em frutas, verduras e grãos, pode e deve ser bem temperada. O segredo muitas vezes está num tempero bem antecipado.", revelou o Chef.

Chef André Leite: Influência Vegana na Alimentação Moderna


















O 3º Prêmio NutriGEN premiou estudantes e profissionais no evento. Uma comissão de julgamento, formada por profissionais de renomada atuação em diversas áreas da Nutrição e Alimentos e docentes dos variados cursos de Nutrição da cidade do Rio de Janeiro, analisou os trabalhos enviados  e concluiu o empate para os ganhadores da categoria Estudante:  Rosana Azevedo Garcia e Jarliene Soares da Silva, autoras do Desenvolvimento do biscoito tipo cookie utilizando farinha de alfarroba: avaliação química, física e sensorial, e Victor Jonas da Rocha Esperança, que apresentou a Avaliação do teor de Sódio declarado no rótulo de néctar de pêssego light e não ligth. 
Clique nos links e confira  teor integral dos trabalhos.

Vencedores do Prêmio NutriGEN categoria Estudante: Vitor, Jarline e Rosane, recebem o cheque de premiação



Na categoria Profissional, a vencedora foi a nutricionista Teresa Palmisciano Bedê, com o trabalho sobre O efeito do consumo de suco de uva tinto integral e vinho tinto no fenótipo nuclear dos hapatócitos de ratos Wistar submetidos à dieta hiperlípidica.









Teresa Bedê, à esquerda, vencedora da categoria profissional do Prêmio NutriGEN 


O NutriGEN 2014 contou a exposição de produtos e serviços de seus patrocinadores, que levaram ao público presente as novidades e tendências do mercado de nutrição e gastronomia.

  
















Exposição de produtos no NutriGEN 2014


Ao fim do evento, alguns sorteios foram realizados. Dentre eles,  um livro Nutrição Contemporânea (doado pela Livraria Rubio) para a foto mais curtida com a hashtag #NutriGEN2014. Muitos participaram, compartilhando fotos em tempo real  nas redes sociais, em conjunto com nossa equipe de comunicação da AG RIO, que divulgou imagens do evento simultaneamente na fanpage do GEN.  Juliana Monnerat foi a ganhadora, com mais de 50 curtidas na foto postada!

Juliana Monnerat recebe livro da AG Rio
O Grupo GEN agradece a participação de todos, e esperamos vocês no NutriGEN 2015, quando  o evento completa 10 anos.


Integrantes do Grupo GEN

Leitura do Mês

Cultura de Segurança de Alimentos — Criando um Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos Baseado em Comportamento

Obra será lançada em agosto.

A Cultura de Segurança de Alimentos é atualmente a principal tendência dentro do segmento de alimentos. O livro trata da Segurança de Alimentos de uma maneira totalmente diferente, com uma abordagem não técnica, mas extremamente prática. 
Ao considerar a importância das questões comportamentais, o autor propõe - e dá exemplos - de ações a serem adotadas pelos gestores das empresas de alimentos de forma a atingirem resultados consistentes ao longo do tempo na implementação de um Sistema de Segurança de Alimentos. "Para melhorar a Segurança de Alimentos, temos que perceber que ela é mais do que Ciência dos Alimentos, ela é Ciência do Comportamento também” , afirma Frank Yannas, autor do livro e atual Vice – Presidente de Segurança de Alimentos do Walmart Corporativo, além de ex-presidente da Associação Internacional para a Proteção de Alimentos – IAFP.


O coquetel de lançamento da obra será na Livraria Da Vila, loja Lorena, em São Paulo, no dia 15 de agosto de 2014.


Mais informações:http://www.abividro.org.br

Food Design Consultoria e Planejamento Alim. Ltda
Endereço: Av. Angélica, 2466, cj 162 – 01228-200 – São Paulo – SP
Fone: 55 (11) 3218-1919 e 3120-6965 Fax 55 (11) 3218-1617

e-mail: fooddesign@fooddesign.com.br

Nutrição infantil: alimentação saudável nas colônias de férias

 

Para as crianças, as férias escolares representam um período de liberdade, longe dos horários e compromissos impostos pelo relógio. Mas o tempo livre e a falta de rotina não devem significar ausência de regras, principalmente quando o assunto é alimentação. 
Essa é uma preocupação que aflige os pais, já que nem sempre é possível estar junto aos pequenos durante o recesso. Por isso, as buscas por colônias de férias com acompanhamento nutricional vêm aumentando, e abrem caminhos para mais uma área de atuação profissional.

A nutricionista paranaense Flávia Monteiro, que atua no Centro de Educação Infantil (CEI) em Curitiba-PR (Escola Gaia), entende bem a importância do seu trabalho e considera que a educação nutricional pode e deve ser trabalhada em todos os ciclos da vida: “Tratando-se de crianças, o intuito é ampliar a formação de hábitos alimentares adequados, ou seja, educar essa faixa etária para escolhas mais saudáveis e nutritivas. O acompanhamento nutricional nas colônias de férias é imprescindível nesse sentido, e deve ser feito por um profissional capacitado, realizando desde a elaboração do cardápio, do preparo e distribuição dos alimentos até as atividades de educação nutricional”. 


Cardápios atraentes

Vale lembrar que, por se tratar de um período de descontração, a ideia não é impor uma alimentação restritiva às crianças. Por isso, os cardápios devem ser atrativos, saborosos e nutritivos ao mesmo tempo, respeitando a harmonia dos ingredientes (cor, aroma, textura, sabor e apresentação), as necessidades nutricionais para cada idade e a qualidade das preparações. Assim, é possível elaborar um cardápio delicioso com quantidades adequadas de sódio, açúcar simples e gorduras. 

Embora a colônia em que trabalha seja no próprio ambiente escolar, a nutricionista afirma que as crianças vivenciam experiências muito diferentes: sem as aulas convencionais, os alunos trocam as salas por atividades ao ar livre, gastando muita energia. Em função das brincadeiras e do aumento de gasto calórico, a melhora do apetite é perceptível, e muitas preparações do cardápio (comuns ao período letivo e à colônia de férias) apresentam uma melhor aceitabilidade por parte das crianças.

Além disso, a criança encontra-se nessa fase da vida em pleno crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo. Por isso a alimentação deve ser balanceada tanto qualitativa quanto quantitativamente em relação à energia e nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras vitaminas e minerais). Vale ainda destacar o cuidado com a ingestão hídrica (água, sucos naturais e chás) para evitar a desidratação. Somente bem alimentada e hidratada a criança encontrará disposição suficiente para aproveitar integralmente a colônia de férias.

Resistência: como vencê-la?

Algumas crianças não acham muito interessante conversar sobre verduras e frutas ou sobre uma alimentação saudável. Uma avaliação individual e a abordagem correta sobre o assunto é o caminho certo. Deve-se considerar a idade, o sexo, o nível socioeconômico, a cultura e os hábitos da criança e de sua família. O acompanhamento das crianças por um profissional habilitado, no caso o nutricionista, é fundamental. Além de elaborar o cardápio, considerando todas as questões relatadas anteriormente, ele deve ter a capacidade de reconhecer e interpretar quais as dificuldades e as limitações da alimentação de cada criança, bem como os comportamentos de repulsa ou compulsão alimentar. 

Com essas informações, é possível desenvolver atividades interativas pelas quais as crianças se interessem. Portanto, se há resistência é porque a estratégia da abordagem não está adequada e deve ser modificada.


Atividades lúdicas
Brincar é indispensável para a saúde infantil, além de auxiliar na apreensão dos conhecimentos da vida. A melhor maneira de conquistar a atenção das crianças é por meio de jogos, brincadeiras e histórias. Com relação à educação nutricional, não é diferente: peças de teatro, jogos que envolvam os alimentos, charadas, entre outros, aguçam a curiosidade, estimulam a participação e desenvolvem os sentidos e o raciocínio das crianças. Flávia Monteiro sugere algumas atividades que costuma realizar. Confira as dicas:

• Caça ao tesouro: seguir as pistas (que envolvem charadas) para encontrar frutas e chocolates, que serão os ingredientes para o preparo de um fondue.

• Jogo dos sentidos: as crianças vendadas são desafiadas a descobrir os alimentos apresentados – normalmente frutas e verduras — por meio dos sentidos (olfato, paladar, tato e audição). Os jogos permitem a formação de equipes e geram uma competitividade saudável, o que estimula as crianças a participar das brincadeiras.

• Oficinas culinárias (mestre-cuca): os pequenos adoram ajudar e ter liberdade de preparar bolos, bolachas, sucos, sorvetes nutritivos. Ótima oportunidade para explicar a origem dos alimentos e incentivar o consumo de preparações saudáveis e nutritivas.

 • Passeios externos: também são estratégias motivadoras. Existem chácaras e fazendas que trabalham com hortas, granjas e sistemas de ordenhas. As crianças gostam de estar em contato com a natureza e com os alimentos. Tornam-se mais motivadas para consumirem os alimentos que plantaram e colheram, bem como por descobrirem qual a sua real origem (não, os alimentos não brotam de prateleiras nos mercados!).


Acabou. E agora? 
A manutenção da alimentação balanceada só vai ser possível mediante o esforço dos pais. O exemplo sempre é a melhor lição, e deve começar já no mercado, com escolhas conscientes nas prateleiras. Se os pais ofertarem e consumirem em casa — e fora dela — uma alimentação saudável junto aos filhos, haverá uma maior probabilidade das crianças receberem essa conduta como um modelo de vida, ou seja, um hábito. 

A própria educação nutricional contribui na formação de hábitos alimentares saudáveis: “Já presenciamos relatos interessantes de pais, cujos filhos participaram de colônias de férias. Os pais contam entusiasmados sobre os filhos que agora pedem para comprar hortaliças e frutas no mercado ou sobre aqueles que anteriormente sempre recusavam a salada das refeições e agora passaram a aceitar”, revela Flávia.

É importante que os pais sugiram que haja um investimento na contratação/manutenção de um profissional da nutrição para dar continuidade ao trabalho realizado nas férias. Nos períodos letivos, o acompanhamento nutricional deverá incluir também a avaliação nutricional da criança (peso e estatura).

Além disso, os pais podem estimular as crianças a manter uma alimentação saudável como: auxiliar os pais no preparo dos alimentos em casa e realizar com frequência os passeios que trazem algum aprendizado relativo à alimentação.

 
* Flávia Monteiro é nutricionista pela Universidade Federal do Paraná (2009). Pós-Graduação em Saúde da Família pela Universidade Gama Filho (2011) e mestre em Segurança Alimentar e Nutricional pela Universidade Federal do Paraná (2013). E-mail: flaviam.nutricao@gmail.com



Leitura do Mês

Avaliação Nutricional na Prática Clínica: Da Gestação ao Envelhecimento

Tudo o que você precisa para uma avaliação nutricional nos diferentes ciclos da vida.




A obra escrita pelo nutricionista Thiago Durand Mussoi apresenta, em um único volume, todos os instrumentos e meios necessários para a definição do diagnóstico nutricional nos diferentes ciclos da vida, desde a gestação até o envelhecimento, incluindo o paciente hospitalizado. O grande diferencial do texto é reunir esses elementos em um livro de consulta rápida e acessível, como deve acontecer em obras voltadas para a prática clínica resolutiva.  


Ao longo dos capítulos, encontram-se as avaliações e classificações por variável, indicador ou índice da avaliação do estado nutricional. Desse modo, o profissional que tiver interesse em avaliar um indivíduo somente por um método terá acesso às equações e classificações. Vale ressaltar, que o livro abrange todos os métodos de avaliação do estado nutricional, como avaliações antropométrica, dietética, bioquímica e clínica. 

Seu conteúdo engloba equações, tabelas e classificações existentes no processo de avaliação nutricional do público-alvo, que consiste em gestantes, crianças, adolescentes, adultos, idosos e pacientes hospitalizados. Os conteúdos são enriquecidos com recomendações de nutrientes, semiologia e diagnóstico nutricionais, interação fármaco-nutriente e com a Classificação Internacional de Doenças (CID).

Avaliação Nutricional na Prática Clínica constitui, portanto, uma importante ferramenta para o dia- a- dia de estudantes de Nutrição e de profissionais que atuam em clínicas, consultórios, ambulatórios, unidades básicas de saúde e hospitais.

*Thiago Durand Mussoi é nutricionista pela Universidade Federal de Santa Catarina. Residência em Nutrição Hospital pela Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto e especialista em Nutrição Clínica pela Associação Brasileira de Nutrição. Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral. Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Santa Maria e professor assistente no Centro Universitário Franciscano. 



DADOS SOBRE A OBRA

Título: Mussoi | Avaliação Nutricional na Prática Clínica | Da Gestação ao Envelhecimento
Autor: Thiago Durand Mussoi 
Edição: 1.ª | 2014
Quantidade de páginas: 320
Versão impressa: R$ 89,00
Versão eletrônica: R$ 59,00

À venda nas principais livrarias ou pelo site: www.grupogen.com.br

Alimentação brasileira no inverno

Hábitos estrangeiros incorporados à alimentação brasileira no inverno

Neste ano, o inverno começa oficialmente às 7h51 do dia 21 de junho. Com o frio da estação, o organismo gasta mais energia para manter a temperatura corporal, aumentando a sensação de fome. Além do charme e elegância que desfilam pelas ruas no inverno, o apetite e o paladar ficam mais aguçados. Por isso, é costume incorporar receitas de culinárias estrangeiras no cardápio brasileiro. O blog do GEN traz dicas e curiosidades sobre as mais deliciosas opções para aquecer os dias frios.


FONDUE
A fondue (palavra feminina), em francês significa queijo fundido ou derretido. A história da descoberta do fondue vem da Idade Média, cerca de sete séculos atrás, nos Alpes da Suíça, em conseqüência de uma inesperada super produção de queijos que endureceram com o inverno. Para evitar a perda e conservá-los, moradores derreteram o excesso produzido e acrescentaram Kirsch (bebida alcoólica de cereja produzida ali). 

Enquanto preparavam, iam provando com pão para determinar o tempero. Com o passar do tempo, a operação se transformou em celebração e o queijo fundido, na fondue que conhecemos hoje: degustada entre amigos durante o inverno. Como em todo ritual, o prato foi adaptado e, além da fondue de queijo, há ainda a bourguignonne (fondue de carne), de peixe, camarão ou chocolate com frutas.

Sinônimo de confraternização, desde o momento de seu preparo até a sua degustação, a Fondue, uma iguaria típica de inverno, é uma excelente opção para reunir amigos e familiares, pois é um dos pratos mais apreciados nos dias frios, especialmente pelos casais. Existe clima melhor para apreciar uma fondue do que o friozinho? 

Dica:
Para a Fondue de carne, escolha as carnes com textura delicada e sem gordura aparente. O filet mignon é o mais indicado por causa da sua maciez. Limpe-o bem e corte-o em cubos ou tiras. Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isso faria a carne soltar água e, conseqüentemente, o óleo iria espirrar. 




CHÁ
Apesar do famoso “chá da tarde” ser uma tradição tipicamente inglesa, a segunda bebida mais consumida no mundo depois da água tem uma história deliciosa, que começou na China há mais de cinco mil anos.  No ano 2737 a.C., o imperador chinês Shen Nung (conhecido como Curandeiro Divino) e a sua corte estariam fazendo uma pausa durante uma viagem e, enquanto esperavam que os criados fervessem água para beber — medida decretada pelo imperador que, preocupado com as epidemias que devastavam o Império do Meio, exigia que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem — algumas folhas de um arbusto teriam caído dentro da mesma, produzindo um líquido acastanhado. O imperador, que também era cientista, ficou curioso e experimentou a bebida, e classificou-a como muito refrescante. Assim nasceu o chá, que rapidamente conquistou os habitantes desse país. 
Por incrível que pareça, o chá apenas chega à Inglaterra em 1652, pela mão da portuguesa Catarina de Bragança. Filha do Rei D. João IV e da Rainha D. Luísa de Gusmão, a princesa portuguesa casa com o Rei Carlos II e apresenta aos ingleses a sua bebida predileta – o chá – que se torna a bebida mais popular na corte e, mais tarde, no resto da classe alta. A Inglaterra fez a sua primeira encomenda de chá (cerca de 50 kg) à Companhia da Índia Oriental, em 1664.
(Fonte: http://casadocha.com/artigos/historia-cha)
O chá combina muito bem com o clima frio do inverno. Assim como os brasileiros reúnem a família e amigos para um churrasco, na Inglaterra a confraternização familiar é brindada com a bebida quente e saborosa.  Por influência germânica, em muitas casas de chá do Rio Grande do Sul é servido o café colonial, que muito lembra o chá da tarde.





SOPAS
Existem registros que consideram a sopa como o prato mais antigo do mundo, anterior à descoberta do fogo. As baixas temperaturas são um convite à degustação de pratos quentes. E para espantar o frio, nada mais indicado do que um delicioso prato de sopa. Democrático, o prato aparece em infinitas versões e acaba agradando a todos os paladares.
Na Idade Média, as sopas tornaram-se populares, agradando tanto aos pobres quanto aos nobres. Muito condimentadas e pesadas, tinham toucinho em abundância e temperos fortes. A partir do século 16, com a evolução das cozinhas francesa e italiana, as sopas ganharam sofisticação. Na Itália com o uso de massas e ervas como tomilho, manjericão, manjerona. Na França, com os consommés, cremes, e o aperfeiçoamento das técnicas culinárias. 
A imensa maioria dos países do mundo tem suas sopas prediletas. O caldo verde e a canja portuguesa, o gazpacho (à base de tomate) espanhol, o minestrone (massa, feijão, legumes e linguiça) italiano, a bouillabaisse francesa (à base de peixes, frutos do mar e legumes), o missoshiro japonês (à base de pasta de soja), o borsch russo (à base de beterraba), a oxtail inglesa (de rabo de boi). No Brasil, temos à mineira (fubá torrado com ovo e couve), caldo de mocotó, de feijão, dentre outras. 
As sopas e cremes podem ser feitos literalmente de qualquer coisa (segundo a lenda, até de pedra), sendo assim um alimento acessível a todas as classes sociais. Elas possuem a vantagem de reter os nutrientes dos ingredientes no seu caldo, tornando-as bastante saborosas e nutritivas. Em grande parte do mundo, as sopas e cremes são servidos como entrada, no inicio de uma refeição. No Brasil, normalmente são servidos como refeição principal. Independente do costume de cada país é sempre uma opção deliciosa de alimentação. 
(Fonte: http://www.cremesesopas.com.br/pages/Hist%C3%B3ria-da-Sopa.html)





FEIJOADA
O feijão preto é originário da América do Sul e era chamado pelos guaranis de comanda, comaná ou cumaná. A farinha de mandioca também tem origem americana, sendo adotada como componente básico da alimentação pelos africanos e europeus que vieram para o Brasil. Roças de feijão e mandioca eram plantadas em diversos locais, inclusive nos espaços domésticos, em torno das residências, principalmente das classes populares. Segundo Carlos Alberto Dória, a origem da feijoada estaria no “feijão gordo”, o ensopado da leguminosa acrescido de toucinho e carne seca. A feijoada seria esse “feijão gordo” enriquecido ao extremo, com linguiças, legumes, verduras e carnes de porco.
A inclusão do último ingrediente acima indicado, levou Câmara Cascudo a questionar se a feijoada seria invenção dos africanos escravizados: sendo boa parte dos africanos seguidora do islamismo, como poderiam ter incluído a carne de porco no prato, já que a religião interdita seu consumo? O famoso folclorista brasileiro indica que a feijoada como a conhecemos, composta de feijão, carnes, hortaliças e legumes, seria uma combinação criada apenas no século XIX em restaurantes frequentados pela elite escravocrata do Brasil. Sua difusão teria se dado em hotéis e pensões, principalmente a partir do Rio de Janeiro.
Porém, a propagação da ideia da feijoada como prato nacional seria consequência das ações dos modernistas para construir uma identidade nacional brasileira, segundo Carlos Alberto Dória. A feijoada seria um dos signos da brasilidade, caracterizada pelo tema da antropofagia, da deglutição cultural que permeou a formação da nação brasileira.
(Fonte: http://www.brasilescola.com/historia/historia-feijoada.htm)
Servida na maioria dos restaurantes o ano inteiro, a feijoada ganha ainda mais destaque quando a temperatura cai. Chega à mesa geralmente acompanhada de farofa, arroz branco, couve refogada e laranja fatiada. Ideal para ser saboreado no inverno, o prato é preparado à base de feijões pretos, diferentes partes da carne de porco e vaca, além de embutidos. 
Com diferentes versões a respeito de sua origem, a receita é uma unanimidade nacional. O sucesso do prato é tamanho que alguns restaurantes já promovem até festival de feijoada. 




MOCOTÓ
O mocotó é um dos pratos mais tradicionais da culinária brasileira e cai bem principalmente quando o frio chega. O prato foi criado no Brasil por conta aos seus ingredientes ricos e nutritivos e de baixo valor, aproveitados quando do abate de gado tanto nas regiões pecuárias como nos matadouros dos centros urbanos. 
Este prato tem sua origem bem remota, advindo da tradição portuguesa, que fazia o caldo de mão-de-vaca. No século XIX, na cidade do Rio de Janeiro era anunciado o "caldo de mão de vaca" para a primeira refeição do dia. Esse hábito virou tradição na capital carioca e até hoje é comum os bares e botequins da cidade que oferecem o caldo de mocotó em canecas ou pequenas tigelas de porcelana branca.
É comum encontrar outra explicação: que o mocotó foi inventado no Sul do Brasil, surgindo nas charqueadas, nas estâncias e estalagens. Os escravos, nas senzalas, ficavam sempre com as sobras do gado, do porco e das aves. Isso no Brasil Colônia e em todas as capitanias.
Composto de miúdos de bovinos, como a pata, o úbere e a tripa grossa, o mocotó é ideal para ser degustado em épocas mais frias. O preparo não é difícil, mas não pense que fica pronto de uma hora para outra. O segredo da receita está justamente no cozimento dos ingredientes, o que leva um tempo considerável: quanto mais cozimento, mais consistência. Aprenda a fazer este prato cheio de energia e aprecie




VINHOS
O suco fermentado de uva, quase tão antigo quanto a civilização, deu origem aos vinhos. Consta que o vinho foi produzido no Egito 4000 a.c., e segundo o Velho Testamento, mal saindo da Arca, Noé plantou as suas primeiras vinhas. A arte da fabricação dos vinhos tem uma longa história, e assim foi evoluindo até os tempos de hoje, proporcionando uma enorme de variedade de fabricação de vinhos no mundo.
As primeiras vinhas foram provavelmente plantadas onde hoje se localiza a junção entre Turquia, Armênia e Geórgia e datam de aproximadamente sete mil anos atrás. Em muitos lugares, o vinho não teve a importância que teria entre nós. 
O vinho se incorporou à civilização ocidental de maneira muito profunda, mais do que em outras culturas. Isso é devido à importância ritual que os gregos e, depois deles, os romanos deram à bebida. Dionísio, deus grego do vinho, era então cultuado. O vinho é constantemente citado no Velho Testamento da Bíblia, ora como um prazer, fonte de delícias, ora como um vício a ser evitado. 
Mesmo os mais apaixonados por saborear uma cerveja bem gelada, daquelas que, com certeza, recebem tratamento vip nos principais bares e restaurantes da cidade, não resistem à sedução de saborear um bom vinho durante o período de inverno. Muitos até não conseguem se segurar e dão seguimento a este impulso a qualquer sinal de climas mais amenos que já sinalizam para o tempo mais frio. Isso tudo, garantem os comerciantes do setor, faz até dobrar o consumo da bebida.
Além de consumir como bebida, o vinho também é ótima opção para incrementar temperos de receitas. Veja as opções

Referências: